Taz Zammit, uma criadora de conteúdo australiana em Melbourne, Austrália | AFP

O Clubhouse, plataforma que oferece salas de bate-papo por áudio desde março de 2020, anunciou no último domingo (18) que concluiu uma nova arrecadação de investimentos que, segundo a Bloomberg, eleva o valor da empresa a 4 bilhões de dólares.

O grupo explica em seu blog que fechou uma campanha de captação de fundos para “acolher mais usuários”, “fortalecer sua infraestrutura” e “apoiar os criadores” mediante a organização de debates ao vivo.

“Crescemos muito mais rápido do que esperávamos, à medida que o Clubhouse se espalhava” pelo mundo, observa o texto.

Os servidores tiveram problemas e os algoritmos criados a princípio não funcionam mais, disse a empresa, por isso voltou a pedir aos investidores novos recursos, desta vez liderada pela firma de capital de risco Andreessen Horowitz com a participação dos fundos DST Global e Tiger Global e o empresário Elad Gil.

A empresa não deu detalhes sobre os valores envolvidos, mas a transação proporciona ao Clubhouse uma avaliação de cerca de 4 bilhões de dólares, quatro vezes mais que em janeiro, segundo a agência Bloomberg, que cita fontes próximas às negociações.

O aplicativo, disponível para usuários de iPhone e por convite, permite ouvir discussões ao vivo e, em algumas ocasiões, participar delas.

Aproveitando a pandemia e as aparições de celebridades como Elon Musk, o app tem recebido longas conversas, sejam perguntas e respostas de investidores, conversas de amigos ou entrevistas com personalidades.

Com sede em San Francisco, o Clubhouse foi criado por Paul Davison e Rohan Seth por meio da Alpha Exploration.

Outras plataformas já estão fazendo suas próprias versões do modelo. O Facebook discretamente lançou uma fase de teste para um novo aplicativo de audioconferência, o Hotline, no início de abril, enquanto o Twitter vem testando sua função Spaces desde dezembro.

AFP