(Foto: Reprodução/ Internet)

Até o último dia 19, foram registradas 496 suspeitas de dengue em Fortaleza. O quantitativo representa uma redução de 74,5% em relação ao mesmo período de 2020, conforme dados da Secretaria Municipal de Saúde (SMS). Deste total, 155 casos foram confirmados, 208 foram descartados e 133 seguem sob investigação.

Ainda de acordo com a pasta, nas primeiras seis semanas deste ano, a taxa de incidência registrada representa uma média semanal de 1,7 casos/100 mil habitantes, menor que a verificada no mesmo período do ano passado, que foi de 3,1 casos por 100 mil habitantes.

Em relação à distribuição espacial dos casos, a maioria foi detectada em bairros da Regional de Saúde VI (onde 42 pessoas tiveram dengue), seguida da Regional de Saúde I (com 34 pacientes). Os bairros com maior número de habitantes que contraíram dengue neste ano são Jangurussu e Barra do Ceará.

O cenário epidemiológico das demais arboviroses urbanas também segue em baixa incidência. Até a sétima semana de 2021, foram 21 registros de chikungunya, sendo seis confirmados. Já em relação à zika, apenas três casos suspeitos foram notificados e nenhum foi confirmado.

Eliminando criadouros

As arboviroses urbanas mais comuns (dengue, zika e chikungunya) são transmitidas por meio do mosquito Aedes aegypti. Por isso, a forma mais eficaz de prevenir e enfrentar essas doenças é impedir a reprodução do mosquito.

“Fortaleza está há oito anos sem qualquer epidemia maior de dengue e a participação da população contribui para isso. É necessário inspecionar sua casa uma vez por semana e observar se há criadouros, eliminando esses locais”, enfatiza Nélio Moraes, coordenador de Vigilância em Saúde da SMS.

Manter recipientes de armazenamento de água fechados, desentupir calhas, colocar areia nos pratinhos de vasos de plantas e não acumular materiais que possam reter a água das chuvas são algumas das medidas listadas pelo coordenador.

Com informações do portal OPovo.