Saúde e Bem-Estar

Setembro amarelo: depressão e suicídio

Depressão e suicídios são duas coisas diferentes; entenda.

A depressão é uma doença psiquiátrica que afeta o emocional da pessoa, que passa a apresentar tristeza profunda, falta de apetite, de ânimo, pessimismo, baixa auto-estima, que aparecem com frequência e podem combinar-se entre si. É imprescindível o acompanhamento médico tanto para o diagnóstico quanto para o tratamento adequado.

Setembro é o mês da Prevenção do Suicídio, por iniciativa da International Association for Suicide Prevention.

No Brasil são registrados cerca de 12 mil casos de suicídios todos os anos e mais de 01 milhão em todo o mundo. Trata-se de uma triste realidade, que registra cada vez mais casos, principalmente entre os jovens. Cerca de 96% dos casos de suicídio estão relacionados a depressão. Em primeiro lugar está a depressão, seguida do transtorno bipolar e abuso de substâncias.

A depressão é muito sutil, e envolve a perda do sentido da vida, mas mesmo sendo ainda um tabu, é um dos transtornos mentais mais comuns do mundo. A Psicóloga Kenya Esteves tem 28 anos e é formada pela Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais, ela explica que a depressão é causada por uma combinação de fatores genéticos, biológicos, ambientais e psicológicos.

A profissional ressalta que depressão e suicídio são dois temas diferentes.

Nem toda pessoa depressiva vai tentar suicídio e nem toda pessoa que tenta suicídio é depressiva.

Sintomas de depressão:

  • irritabilidade, ansiedade e angústia;
  • desânimo, cansaço fácil, necessidade de maior esforço para fazer as coisas;
  • diminuição ou incapacidade de sentir alegria e prazer ;
  • desinteresse, falta de motivação e apatia;
  • sentimentos de medo, insegurança, desesperança, desespero e desamparo;
  • pessimismo, ideias frequentes e desproporcionais de culpa, baixa auto-estima;
  • sensação, inutilidade, ruína e fracasso;
  • interpretação distorcida e negativa da realidade;
  • dificuldade de concentração, raciocínio mais lento e esquecimento;
  • diminuição do desempenho sexual;
  • perda ou aumento do apetite e do peso;
  • insônia ou despertar matinal precoce;
  • dores e outros sintomas físicos não justificados por problemas médicos;

Segundo a Kenya, é muito importante o apoio da família. Ela explica que não depende do paciente com depressão, ter o desejo de fazer uma autocura.

A pessoa com depressão está ferida, ela precisa de cuidado e paciência, até que haja a cicatrização.

Sobre o suicídio, a profissional diz que é comum entre pessoas que perderam o sentido da vida.  Assim como a depressão, há como identificarmos e prevenirmos o suicídio. “Uma pessoa que pretende se matar, ela vai dando indícios, como por exemplo, começa a postar sobre suicídio nas redes sócias, fala que perdeu a vontade de viver, se isola. Por isso é importante que os familiares estejam sempre acompanhando de perto, sejam próximos e estejam sensíveis a situação”, diz Kenya.

A probabilidade de uma pessoa depressiva em um estágio de depressão médio e grave, a tentativa de suicídio pode aumentar muito mais. Uma pessoa que não é depressiva, ela não está isenta da tentativa de suicídio. Não necessariamente o suicídio tem que ter relação com a depressão.

Concluiu a Psicóloga.

Expressão de ideias ou de intenções suicidas.

Fiquem atentos para os comentários abaixo. Pode parecer óbvio, mas muitas vezes são ignorados:

“Vou desaparecer.”
“Vou deixar vocês em paz.”
“Eu queria poder dormir e nunca mais acordar.”
“É inútil tentar fazer algo para mudar, eu só quero me matar.”

Pedindo ajuda – Prevenção do suicídio

Foto: Saude.gov.br/saude-de-a-z/depressao

O que fazer para evitar o suicídio?

  • Encontre um momento apropriado e um lugar calmo para falar sobre suicídio com essa pessoa. Deixe-a saber que você está lá para ouvir, ouça-a com a mente aberta e ofereça seu apoio.
  • Incentive a pessoa a procurar ajuda de profissionais de serviços de saúde, de saúde mental, de emergência ou apoio em algum serviço público. Ofereça-se para acompanhá-la a um atendimento.
  • Se você acha que essa pessoa está em perigo imediato, não a deixe sozinha. Procure ajuda de profissionais de serviços de saúde, de emergência e entre em contato com alguém de confiança, indicado pela própria pessoa
  • Se a pessoa com quem você está preocupado (a) vive com você, assegure-se de que ele (a) não tenha acesso a meios para provocar a própria morte (por exemplo, pesticidas, armas de fogo ou medicamentos) em casa.
  • Fique em contato para acompanhar como a pessoa está passando e o que está fazendo.

 

Foto: Reprodução

 

 

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