Seguro de vida obrigatório para atletas e funcionários Foto: Pixabay

O Estado do Ceará conta com 6 clubes de futebol disputando campeonatos nacionais, da Série A até a Série D. Isso significa que há uma centena de atletas disputando torneios oficiais no Ceará. Além das preocupações com os resultados, as diretorias também devem ter outro cuidado: o seguro de vida dos atletas.

De acordo com o artigo 2° da Lei n° 9.615, de 24 de março de 1998, mais conhecida como lei Pelé, “as entidades de prática desportiva serão obrigadas a contratar seguro de acidentes pessoais e do trabalho para os atletas profissionais e semiprofissionais a elas vinculados, com o objetivo de cobrir os riscos a que estão sujeitos”. E esta é a melhor opção para as empresas, tendo em vista que atletas lesionados precisam de tempo e um tratamento profissional para curar os traumas do acidente.

Um exemplo claro de como o seguro é necessário, é o do time Atlético Patrocinense, que foi condenado a pagar uma indenização de R$156 mil a um contratado para cobrir despesas médicas de uma lesão que ocorreu em campo. A empresa não contratou o seguro obrigatório para atletas profissionais e, na justiça, teve que pagar o valor que seria disposto pela seguradora.

“O futebol é um esporte que demanda muito fisicamente dos atletas. Com isso, é muito comum que lesões aconteçam. Por isso, existe a obrigatoriedade da contratação do seguro de vida, como uma forma de garantia à saúde do jogador. Também é um alívio de despesas para o clube, já que muitos não dispõe de grandes quantias no momento que ocorre um imprevisto dessa natureza”, afirma Luan Rocha, especialista em seguros e sócio-diretor da Master Future.

Seguro de vida para funcionários

Atualmente, a maioria das empresas não têm uma obrigatoriedade na contratação de seguro para seus funcionários, como é o caso de atletas futebolísticos, mas é recomendado. Mesmo que não seja disposto na lei, a contratação de uma seguradora, para esse fim, deve ser visto como um benefício para a própria organização.

A proteção do capital humano é um dos fatores que merece atenção das empresas, afinal, as pessoas são as peças fundamentais para as corporações. Por conta disso, mesmo que não seja obrigatório, muitas empresas optam por oferecer esse benefício para os seus funcionários.

Mas não é um benefício que deve ser unicamente das grandes corporações. O custo de um seguro dessa natureza não está atrelado a valores exorbitantes, ele pode ser atrativo e com baixo investimento. “O seguro de vida para empresas tem que ser avaliado de forma individual mas um valor médio para um empreendimento de pequeno porte com 3 funcionários, gira em torno de R$ 70 mensais. Já para empresas maiores os valores são reduzidos, tendo em vista que existem mais benefícios quando a contratação é feita de forma massiva, sendo assim, a partir de 30 pessoas, o valor per capta é reduzido. Inclusive,  para corporações dentro desse último perfil, algumas corretoras criaram uma cláusula de zero carência para vítimas de covid-19”, afirma Luan Rocha, sócio-diretor da corretora Master Future. É necessário ressaltar que existem inúmeras modalidades de seguro, seja o que engloba todos os riscos ou algum pacote básico cobrindo morte, acidente ou doenças graves.