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Saúde mental: Seas realiza diagnósticos por meio de estudo de casos no sistema socioeducativo

Em uma ação pioneira no sistema socioeducativo, a Superintendência do Sistema Estadual de Atendimento Socioeducativo (Seas) realiza estudo de casos de adolescentes que podem ter diagnósticos de transtornos mentais nas unidades do Estado. A iniciativa faz parte do conjunto de ações da Coordenadoria de Diretrizes Socioeducativas, que tem o objetivo de tratar de forma correta e humanizada situações que possam ser evidenciadas, durante o cumprimento de medida socioeducativa, por adolescentes em conflito com a lei.

Toda semana, a equipe responsável por essa temática visita unidades para acompanhar, junto a equipe multidisciplinar, casos de adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa que apresentam demandas relacionadas à saúde mental. A rotina faz parte de uma série de ações no âmbito da saúde desenvolvidas no sistema socioeducativo do Ceará.

De acordo com a assessora técnica do Eixo de Saúde Mental da Seas, Rosane Martins, esse estudo começou para avaliar de forma precisa cada caso apresentado nas unidades. “ Esse estudo é bastante importante pois quando fazemos um paralelo com o passado, percebemos que anteriormente os adolescentes que manifestavam alguma questão psiquiátrica ou de saúde mental eram aqueles que normalmente eram vistos como mal comportado, um adolescente problemático. E foi aí que começamos a ter uma visão diferente: por que que esses adolescentes têm o comportamento diferenciado dos demais? E quando foi que começamos a ver pela ótica da saúde mental.” explica.

Para a realização do estudo, Rosane, que tem o apoio de Juliana Parente, médica psiquiatra lotada na Seas, por meio de uma parceria com a Secretaria da Saúde (Sesa), realiza uma reunião com todo o corpo técnico, que inclui: pedagogos, psicólogos, assistente sociais, enfermeiras, socioeducadores e diretores para compor este momento e discutir cada caso que será avaliado. É um momento pactuado pela ética e pelo sigilo, que deve compreender, através do dia a dia, por meio do comportamento do adolescente e de seu prontuário de atendimento, os encaminhamentos que devem ser dados para o acompanhamento de forma integral.

De acordo com Juliana Parente, os casos mais frequentes encontrados neste contexto da socioeducação são: “transtornos relacionados ao uso de substâncias psicoativas(dependências químicas), transtornos de ajustamento (depressão, ansiedade), transtorno opositor desafiador, transtorno de conduta que evidencia a complexidade desse atendimento.”

Vale ressaltar que a Seas encaminha o adolescente para o acompanhamento no Centro de Atenção Psicossocial (CAPS), bem como realiza um trabalho social com a família do jovem para que, após o cumprimento de sua medida, seu tratamento possa ter continuidade.

Esse estudo recentemente foi apresentado em um seminário em outro estado e foi considerado uma “ação inovadora”, de acordo com Rosane Martins.

Foto: Reprodução/ Internet

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Brenda Bezerra

Estudante de publicidade e propaganda, produtora de moda e criadora de conteúdo.

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