A partir do dia 22 de junho, bares e restaurantes de Fortaleza se preparam para retomar as atividades na segunda fase do processo de flexibilização das atividades econômicas definido pelo Governo do Estado em parceria com as entidades representativas.

De acordo com a proposta do Governo, os restaurantes devem funcionar com, no máximo, 15 mesas para que se mantenha distância segura entre os frequentadores.

A Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) questiona o calendário e o número de mesas. De acordo com o empresário Rodolphe Trindade, presidente da entidade, os restaurantes deveriam ser autorizados a funcionar já na primeira fase, uma vez que os trabalhadores precisarão ter onde se alimentar.

“Em outros estados que já reabriram parte de sua economia, os que não colocaram os restaurantes abertos para atender os trabalhadores, tiveram grandes aglomerações em supermercados e padarias, o que ocasionou sérios riscos à saúde dos mesmos e possíveis aumentos nos índices de casos de contaminações”, ressaltou em ofício encaminhado ao governador Camilo Santana.

No documento, a Abrasel também questiona o limite de 15  mesas em cada estabelecimento e que a quantidade de mesas seja determinada de acordo com a capacidade do restaurante. “Alguns vão ficar totalmente vazios nessa condição, não compensando sua reabertura, e outros menores ficarão superlotados”, ressalta Trindade. Como proposta, estaria o compromisso dos restaurantes funcionarem com 50% de sua capacidade de ocupação.

Com informações do Diário do Nordeste
Foto: Pixabay