[TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [PROGRAMA TEATRO DA TERÇA]
Espetáculo “Trans-Ohno”
Coletivo Artístico As Travestidas

Trans-Ohno consiste em uma pesquisa continuada sobre o Universo Trans que o Coletivo As Travestidas, vem realizando, pelo Brasil, desde sua formação em 2002. O espetáculo tem como base corporal e dramatúrgica a dança-teatro Butoh, compreendendo-a como uma manifestação artística que dança o devir humano, logo uma metamorfose revolucionária a partir do corpo minoritário, neste caso, o corpo no Universo Trans, comumente associado à marginalidade, à prostituição e a um corpo grotesco que não se define homem ou mulher, portanto, anômalo.

O espetáculo teve seu início dentro do Laboratório de Pesquisa Teatral, do Porto Iracema das Artes, em Fortaleza, e contou com a tutoria da atriz e professora Dra. Ana Cristina Colla (Lume Teatro/ UNICAMP) e do diretor e professor Me. Tomaz de Aquino (Teatro MiMO).

O leitmotiv para essa experiência cênica partiu da poesia e da força do dançarino Kazuo Ohno que possui um grande traço da travestilidade em suas composições cênicas, devido a influência de duas mulheres que marcaram a sua vida pessoal e artística: sua mãe e a bailarina argentina Antonia Mercé.

O processo investigativo se deu a partir dos registros de performances e notas de aulas do mestre japonês, identificando as fronteiras entre a obra de Ohno e a metodologia praticada pelo Coletivo As Travestidas acerca da travestilidade na cena, chegando-se a imagem poética e metafórica de uma flor, elemento muito utilizado por Kazuo Ohno em suas obras e aulas.

Os caminhos percorridos para a construção do espetáculo englobam procedimentos técnicos para o ator na construção da travestilidade como performatividade, como composição estética e como dramaturgia. O Teatro Documental é um ponto de partida para a criação artística e o questionamento social através da arte, revelando o relato ora pessoal, ora ficcional de travestis, transexuais e artistas do coletivo, preservando e socializando experiências pessoais e a memória da comunidade LGBT.

Sinopse

Trans-Ohno é o desabrochar de uma flor que, em sua poesia, questiona a vida e a morte, o amor e o ódio, o respeito e a violência à diversidade sexual. O espetáculo transita entre arquétipos masculinos e femininos, abordando a travestilidade no teatro e na dança em confluência com referências filosóficas do Butoh, sobretudo, na sensibilidade e poesia de Kazuo Ohno, que possui um grande traço de travestilidade em suas obras. O espetáculo percorre trajetórias pessoais de (trans)formação, (re)descoberta e (des)construção dos performers, levantando questões sobre o universo trans e a violência/marginalização da temática em questão.

Dias 12, 19 e 26 de junho e 3 de julho de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 16 anos.

[FOTOGRAFIA] GOLPE DE VISTA 
Tema: Fotojornalismo Cearense
Convidados: Jarbas Oliveira, Fernanda Siebra e Evilázio Bezerra

Nesta edição, será explorado o tema “Fotojornalismo Cearense”. De forma ampla, podemos definir por fotojornalismo a atividade que visa informar, contextualizar, oferecer conhecimento ou “opinar” por meio da fotografia os acontecimentos e a cobertura de assuntos de interesse jornalístico. Partindo do conceito das spot news às reportagens mais elaboradas e planejadas, do fotodocumentarismo às hard news, assim como os atuais desdobramentos dos vídeos feitos em câmeras DSLR que já incorporam o cotidiano dos fotojornalistas. Assim, convidamos três fotógrafos com ampla experiência para falar dos seus cotidianos e trabalhos numa perspectiva de partilha e discussão do fotojornalismo feito no Estado.

Sobre os convidados

Jarbas Oliveira

Fotógrafo e jornalista. Documentarista, atua como freelance para os principais jornais, revistas e agencias de notícias nacionais, como as Agências Estado, Folha Imagem, Globo, Futura Press, Lance Press e agências internacionais como EFE, Reuters e Associated Press. Tem fotos publicadas em revistas como Veja, Época, Isto É, Contigo, Quem, Caras, Flash, Placar, Cláudia, Exame, Quatro Rodas Frota, emtre outras. No currículo conta ainda a atividade de professor de Fotojornalismo na Universidade Federal do Ceará (UFC). Expôs “América Latina: 500 anos de Conquista, Ocupação, Submissão” – Munique, Alemanha 1992; “Foto-Retrospectiva 2000” – São Paulo, 2000 e “Pedras que Cantam”, 2004. Participou dos livros “Memória do Caminho”, “Ceará Terra da Luz” e “Beberibe, Mar, Sertão e Gente”. Nos últimos anos, vem se dedicando a trabalhos autorais.

Fernanda Siebra​​​​​​​​
Fernanda Siebra nasceu no Crato (CE). É mãe da Sofia e fotojornalista. Formada em Comunicação Social – Jornalismo pela Unifor, atualmente é editora-assistente da Unidade de Imagem do Diário do Nordeste.

Evilázio Bezerra
Fotojornalista, iniciou a carreira no Jornal Vespertino JD “A Coragem de Dizer” em 1984, passando pelo jornal Tribuna do Ceará em 1985 e pela Assessoria de Imprensa do Governo do Estado do Ceará. Trabalhou para as principais agências de fotojornalismo do país. Atualmente, é repórter fotográfico na Assessoria de Imprensa da Câmara Municipal de Fortaleza, e no Jornal O Povo desde 1993. Diretor executivo do SINDJORCE e coordenador do Departamento de Jornalistas de Imagem do Ceará (gestão 2010-2013), diretor de Ação Sindical do Sindicato dos Jornalistas do Estado do Ceará (gestões 2013-2016. 2016-2019), e membro do Departamento de Mobilização dos Jornalistas de Produção e Imagem da FENAJ. Integra o ranking dos jornalistas mais premiados do Nordeste do Brasil no portal Jornalistas & CIA. Participou de várias exposições coletivas, entre elas, o lançamento do livro “Mostra de Fotojornalismo do Ceará”, no ano de 1993.

Sobre o Golpe de Vista
Ciclo mensal de conversas sobre fotografia traz um tema a cada edição e convidados do meio para palestras. A ação consolida, há 2 anos, uma série de encontros mensais em que convidados e público trocam experiências sobre imagens. O Golpe de Vista é um programa vinculado à Pró-Reitoria de Extensão da Universidade Federal do Ceará.

Dia 13 de junho de 2018, às 19h, no Auditório. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

[TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [PROGRAMA ESPETÁCULOS CIRCENSES]
Espetáculo “Entre Vassouradas e Espanadores”
Mágico Jeffy

Durante todas as quartas-feiras do mês de junho, a criançada vai poder aproveitar o irreverente espetáculo “Entre Vassouradas e Espanadores”, no Teatro Dragão do Mar. A apresentação estreia o Mágico Jeffy no papel de um zelador que resolve bisbilhotar o camarim do grande mágico que acaba de chegar na cidade e promete causar várias confusões.  O espetáculo é promovido pelo Instituto Dragão do Mar.

Além das clássicas apresentações de mágica, Jeffy inova nessa performance, trazendo muito mais magia e encanto para o palco: “Neste show, nós vamos muito além da mágica. Foi um período intenso de estudo para elaborar um espetáculo rico, com técnicas circenses, acrobacias e o melhor da palhaçaria para oferecer um entretenimento de qualidade para toda a família”, explica.

Sobre o Mágico Jeffy
Jeffersson Alves, o Mágico Jeffy, atua na profissão há oito anos e já se apresentou em diversas cidades do Ceará.  Com foco no público infantil, o mágico utiliza o clown – técnicas de palhaço – para criar atividades com participação ativa dos espectadores e arrancar gargalhadas. “Eu gosto de interagir, estar mais próximo do público. A mágica atrelada aos métodos de clown faz isso ser possível. Dá para fazer uma brincadeira ou outra e sentir de perto a energia da plateia”, explica Jeffy.

Sinopse
Venham todos, o grande mágico está na cidade! Mas o que aqui se narra não está na frente do palco, mas sim nos bastidores. O que acontece quando dois personagens irreverentes se encontram: de um lado, um enxerido zelador sem muita vontade de limpar e do outro, uma ranzinza copeira que só quer arrumar tudo antes do mágico chegar! Entre vassouradas e espanadores, muita mágica acontece nesse lugar.

[TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [PROGRAMA CIRCO EXPERIMENTAL]
Espetáculo “Barro Estrela”
Gabriela Jardim

A apresentação acontece na relação entre o céu e a terra. O que fica entre? O encontro. Barro Estrela simboliza esse encontro dos opostos. O tecido faz-se ponte que toca esses extremos. De um lado o chão que ampara, segura, sustenta e congela os pés descalços, do outro o alto, sedutor, vertiginoso e fadado pelas leis a ser puxado para baixo.  

Mulher de setenta dores, de penas inteiras, de rastos descalços, com a precisa memória do caminho gelado. Retorna todo verão cheia de falta sem fatiga. Gira, corre, atravessa o silêncio montada em um cego cavalo alado.

Sinopse

Mulher de setenta dores, de penas inteiras, de rastos descalços, com a precisa memória do caminho gelado. Retorna todo verão cheia de falta sem fatiga. Gira, corre, atravessa o silêncio montada em um cego cavalo alado.

Dias 13, 20 e 27 de junho de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre.

[TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [PROGRAMA QUINTA COM DANÇA]
Espetáculo “Rara”
No Barraco da Constância Tem!

O trabalho Rara surge como o desenvolvimento de uma pesquisa iniciada em 2013 por Honório Félix e William Pereira Monte através da peça coreográfica New general catalogue (2013), realizada junto à disciplina de Metodologia da Pesquisa em Dança no curso superior de bacharelado em Dança da Universidade Federal do Ceará (UFC), e da instalação Bubble deep field (2016), realizada junto a uma mostra de instalações para a programação da Bienal de Internacional de Dança do Ceará – De par em par.

O espetáculo Rara propõe imergir relações presentes no lugar fronteiriço entre o saber e o não-sabido. Através das atividades comuns à espécie humana de nomear, identificar, organizar, categorizar ou listar, o espetáculo busca rearranjar as ordens e os sentidos, questionando o lugar do conhecimento. Na busca por diminuir as distâncias e realizar outros agrupamentos, ampliando as possibilidades de diverso e fazendo surgir outras histórias, nos perguntamos o que o corpo pode dizer de si mesmo e por si próprio ao se descobrir não-nomeado.

Sinopse

Atlas tropeça e deixa o universo desabar revelando um vazio-pleno. Esse espaço é um campo de expansão e tudo vibra nas suas ondulações. Nesta batelada de movimentos ternários, os extremos se encontram no infinito e recriam o não-conhecido ou o sistema das semelhanças. Uma bandeira, um livro, um compasso, um ovo, umas frutas, um cálice, um osso, um cacto, uma caravela, um esquadro, uma poeira e um disco voador. Agir pela não-ação. Perder o lugar da fronteira. Balbuciar a linguagem. Descobrir os barulhos cósmicos. Reagrupar uma sinfonia ao ouvido astuto. Diminuir a distância dos anos-luz.

Dias 14, 21 e 28 de junho de 2018, às 20h, no Teatro Dragão do Mar. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: 14 anos.

[ARTES VISUAIS] Abertura da exposição XIMENES 50 anos: uma estética cearense

A exposição “XIMENES 50 anos: uma estética cearense” reúne vinte xilogravuras percorrendo uma trajetória cinquentenária de um artista que revela em suas incisões e impressões o povo e a cultura cearense. Possibilita resgatar, homenagear e reapresentar uma estética cearense. Suas obras retratam a particularidade desse povo. Em sua maioria, elas foram gravadas em um momento político em que os brasileiros sofriam repressões violentas.

O artista inicia sua trajetória representando prédios que configuram uma relação de poder e resistência. Vem se destacando no cenário local e nacional desde a década de 1960. Sua habilidade em trabalhar com escultura, pintura, couro, talha e principalmente em xilogravura lhe renderam prêmios e participações no Salão de Abril, Bienal de São Paulo e foi apontado pelo crítico de arte Roberto Pontual como um dos maiores gravadores do Brasil. Na mesma época em que o Brasil, em especial, o estado do Ceará viveu a ditadura militar, o artista grava o trabalho intitulado Forte Nossa Senhora da Assunção.

Com isso, tenta alertar que o poder está em uma instituição militar, forte, protegida por armas, detentora das leis. Em contraposição ao poder, o trabalho intitulado Casa de Raimundo Cela é um espaço de arte. Nela, aprendizes e professores tentavam construir uma nova forma de expressão por meio do domínio da técnica. Sendo assim, um centro de resistência ao poder instituído.  O artista, em todo o seu percurso, abordou temas que nos levam a refletir sobre as relações de poder e expostos em salões nacionais e internacionais. Agora, os cearenses terão a oportunidade de ver essas obras no Museu da Cultura Cearense do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura no período de 14 de junho a 29 de julho de 2018.

Dia 14 de junho de 2018, às 20h, no Museu da Cultura Cearense. Visitação de 15 de junho a 29 de julho de 2018, de terça a sexta, das 9h às 19h (com acesso até as 18h30), e aos sábados, domingos e feriados, das 14h às 21h (acesso até as 20h30). Acesso gratuito e livre.

OFICINAS MAC

O Museu de Arte Contemporânea do Ceará oferta oficinas ao público em geral, a partir das mostras em cartaz no museu.

Bebê Dadá
Mediação: 
Cris Soares, coordenadora da Ação Educativa do MAC-CE

O projeto Bebê Dadá promove a interação de bebês e seus cuidadores com o universo da arte através de estímulos multissensoriais.

Dia 16 de junho de 2018, às 16h, no MAC-CE. Público: bebês de 0 a 24 meses e seus cuidadores. Inscrições: 15 vagas pelo email: [email protected]

Imaginário Lúdico
Mediação: Rayssa Pessôa e Nayana Castro

A oficina propõe uma experiência com a materialidade do mundo, transformando em brinquedos e ressignificando materiais que muitas vezes parecem sem utilidade, resgatando a possibilidade da criação, ampliando o imaginário infantil com o contato sensorial de texturas, cores e formas. Dialogando com a obra ‘negócio à parte’ da artista Rochelle Costi que traz uma reflexão do cotidiano.

Dia 17 de junho de 2018, às 16h, no MAC-CE. Público: Infantil. Inscrições: 15 vagas por ordem de chegada (15 minutos antes).

[MÚSICA] PÔR DO SOM

Programa semanal do Centro Dragão do Mar, o Pôr do Som traz grupos de instrumentistas em formações diversas, com repertório variado. Confira a programação desta edição.

Dia 16 – Ancestrália
Grupo formado em 2014 com o objetivo de pesquisar e executar repertório de música renascentista, barroca e armorial, fundindo vertentes e influências da música instrumental em busca das confluências ancestrais da música brasileira e ibérica.

Romances, Villancicos, Canários e toadas fazem parte do universo musical do Ancestrália, que apresenta uma performance repleta de sutilezas e um mergulho em nossas raízes ibéricas e orientais.

O grupo se propõe a retomar práticas de improvisação correntes na Idade Média, Renascimento e Barroco através do resgate de cancioneiros oriundos da tradição oral latina, oriental e safaradi. A busca de uma sonoridade própria através da pesquisa de instrumentos antigos e étnicos é uma das características do Ancestrália. Os arranjos são construídos de forma coletiva.

NAU – O espetáculo NAU faz alusão às navegações portuguesas e espanholas. O repertório se constitui de peças oriundas do cancioneiro galego-português, ibérico e árabe. Fundindo vertentes e influências da música ocidental e oriental em busca das raízes ancestrais da música brasileira e ibérica, utilizando instrumentos antigos e tradicionais.

Dia 16 de junho de 2018, às 17h, na Arena Dragão do Mar. Acesso gratuito. Classificação etária: Livre.

[TEMPORADA DE ARTE CEARENSE] [PROGRAMA LANÇAMENTO DE DISCO]
Bárbara Xavier – “Pra se dançar ciranda”

A partir de poesias e canções, o álbum “Pra se dançar ciranda” reúne composições da cearense Bárbara Xavier, relacionadas com justiça social, expressão da cultura regional, igualdade de gênero, reverência à natureza, esperança e amor, numa apresentação poética que sintetiza esses diversos aspectos. Um côco com pé-de-serra, com pandeiro e violão, brincando de rap e embolada ilustram alguns dos aspectos que dialogam e compõem o imaginário da compositora, que acredita que mulher cearense tem voz e poder para contestar a partir da força e do amor.

Portanto, a partir de um processo de construção pessoal, em que o orgulho da nossa cultura e do povo é algo latente, a apresentação convida a exposições de pensamentos poéticos e musicalizados, que versam sobre um estilo de viver centrado na Vida, a partir da suavidade, da brincadeira e do questionamento. Deseja-se, assim, utilizar-se do existir musical como ferramenta de alegria e concórdia entre as pessoas em seus mais diferentes modos de existir: ricos, pobres, de centros ou interiores: brancos, brancas, negros, negras, índios e índias, todos nós, numa bonita ciranda, horizontal e igualitária, que deseja conexão, integração e troca.

Dia 17 de junho de 2018, às 20h, no Anfiteatro. Ingressos: R$ 10,00 (inteira) e R$ 5,00 (meia). Classificação etária: Livre.

 

Fonte: Assessoria de Comunicação do Instituto Dragão do Mar