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Prédio que desabou estava regular e foi registrado em cartório no ano de 1982

No dia do desabamento, prefeitura informou não saber da existência do imóvel. Cada apartamento tem uma matrícula cadastrada há 37 anos na administração municipal.

Um documento averbado em cartório revela que o Edifício Andrea, que desabou na manhã desta terça-feira (15) em uma área nobre de Fortaleza, foi registrado no ano de 1982 já com a informação de que possuía seis andares e a cobertura, que era o sétimo andar do prédio residencial.

O documento, que pode ser visto abaixo, atesta a legalidade do imóvel e contradiz o que a prefeitura de Fortaleza informou inicialmente, que o imóvel era irregular. O registro apresenta uma matrícula para cada apartamento, todas cadastradas junto à prefeitura.

Até a última atualização desta matéria, a prefeitura de Fortaleza ainda não havia se manifestado sobre o documento.

O desabamento da Edifício Andrea causou a morte de ao menos duas pessoas. No início da tarde desta quarta-feira, nove pessoas seguiam desaparecidas e outras nove haviam sido resgatadas.

De acordo com o documento ao qual o G1 teve acesso, o edifício foi averbado pela Imobiliária Alpha, com registro dos 13 apartamentos e da cobertura em 6 de abril de 1982. A reportagem não conseguiu contato com a Imobiliária Alpha.

Conforme o documento, cada apartamento possuía área privativa de 136,44 metros quadrados e uma área comum de 28,86m². Apenas a cobertura, que era o apartamento nº 701, tinha uma área privativa maior, de 172,20m² e uma área comum de 36,51m². A área total do terreno foi registrada com 681m².

Documento atesta registro do edifício no cartório — Foto: Reprodução/SVM

Fonte: G1
Foto: Reprodução

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Edinaele Santos

Jornalista e Produtora, 22. Além de registrar fatos, o jornalismo escreve histórias que serão contadas por gerações.

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