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Nesta segunda-feira, 8 de fevereiro, a Petrobras anunciou mais um aumento para os preços médios de venda aos distribuidores. O diesel vai subir para R$ 2,24 por litro, representando um aumento de R$ 0,13 por litro. Já a gasolina passa a custar R$ 2,25 por litro, tendo um aumento médio de R$ 0,17 por litro. Os novos valores entram em vigor a partir desta terça-feira, 9, nas refinarias da empresa.

Em janeiro a gasolina era repassada para as distribuidoras por R$ 2,08 e o óleo por R$ 2,12. Desde o início do ano, a Petrobras já elevou em 22% o preço da gasolina. Esta é a terceira alta nos preços do litro da gasolina deste ano e a segunda no do diesel. O Brasil é um dos países em que o preço do diesel mais subiu desde outubro de 2020, segundo o estudo do Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás e Biocombustíveis.

“Importante ressaltar que os valores praticados nas refinarias pela Petrobras são diferentes dos percebidos pelo consumidor final no varejo. Até chegar ao consumidor, são acrescidos tributos federais e estaduais, custos para aquisição e mistura obrigatória de biocombustíveis pelas distribuidoras, no caso da gasolina e do diesel, além dos custos e margens das companhias distribuidoras e dos revendedores de combustíveis”, comunicou a Petrobras.

Além disso, a estatal está sob pressão diante da necessidade de aumentar seus produtos ao mesmo tempo em que existe ameaça de greve dos caminhoneiros pela alta do diesel.

Durante esta manhã, na tentativa de conter as críticas por causa da alta no preço dos combustíveis, o presidente Jair Bolsonaro, disse a apoiadores que voltará a reunir a equipe econômica ainda nesta segunda-feira para tentar bater o martelo sobre uma medida para baixar o valor de PIS/Cofins.

Em frente à porta do Palácio da Alvorada, o presidente da república disse aos eleitores que não tem poder sobre a Petrobras e que não pretende se tornar um ditador para extrapolar os limites que a legislação impõe a ele. 

“Não é novidade para ninguém: está previsto um novo reajuste de combustível para os próximos dias, está previsto. Vai ser uma chiadeira com razão? Vai. Eu tenho influência sobre a Petrobras? Não”, afirmou Bolsonaro.