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Nesta quinta-feira, 4 de fevereiro, o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, começou a prestar depoimento, desde às 14h, à Polícia Federal (PF), sobre o colapso na saúde em Manaus (AM). A investigação foi determinada pelo ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF). O general da ativa receberá os policiais no hotel em que mora, em Brasília.

O inquérito foi aberto por determinação do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), que atendeu a um pedido da Procuradoria-Geral da República,  e tem 60 dias para ser concluído.

O ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF), aponta que o objetivo é investigar se houve omissão no enfrentamento do colapso provocado pela falta de oxigênio hospitalar para atender pacientes internados com Covid-19 em Manaus. 

Foram estoques de cilindros zerados em algumas unidades de saúde, pessoas morrendo por asfixia e outras precisando ser transferidas para receber atendimento médico em outros Estados. Entre as possíveis falhas do ministério, a PGR também apontou indícios de atraso para o envio efetivo de oxigênio hospitalar às cidades amazonenses.

O gabinete do advogado-geral da União, José Levi, acompanha o caso de perto. Pazuello nega  a omissão. O ministro já disse que fez tudo para evitar a crise e que cabe ao Ministério da Saúde apenas apoiar as ações de prefeitos e governadores. 

“Fizemos tudo o que tinha de fazer. Estamos fazendo e vamos continuar fazendo”, disse Pazuello no último dia 18, em declaração à imprensa no Palácio do Planalto. Na mesma fala, o general negou a lentidão do governo federal para oferecer ajuda e culpou a imprensa: “Tudo é noticiado e apresentado diariamente Nada disso chega desta forma a nossa população”, disse. “Essa é a nossa guerra. A guerra contra as pessoas que estão manipulando nosso país há muitos anos”, complementou.

Dias após saber da falta de oxigênio, Pazuello foi a Manaus. A viagem do general, no entanto, ficou marcada pela defesa do uso de medicamentos sem eficácia comprovada, como a cloroquina e a hidroxicloroquina.

 Como mostrou o Estadão, Pazuello lançou no Amazonas o TrateCOV, aplicativo para médicos que, em tese, ajuda no diagnóstico da Covid-19, mas indica o uso da cloroquina e outros medicamentos que são aposta de Bolsonaro contra a Covid-19. Até recém-nascidos com dor de cabeça e fadiga recebiam esta indicação pelo programa. Em ofício à Secretaria de Saúde de Manaus, o ministério chegou afirmar que é “inadmissível” não prescrever antivirais contra a Covid-19.