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Olivia de Havilland, protagonista de ‘E o vento levou’, morre aos 104 anos

A estrela de Hollywood e protagonista de “E o vento levou”, Olivia de Havilland, faleceu neste domingo (26), aos 104 anos, em Paris, onde morava – anunciou sua agente.

“Olivia de Havilland faleceu em paz, de causas naturais”, informou a agente americana Lisa Goldberg, em um comunicado sobre a atriz duas vezes ganhadora do Oscar.

Foi indicada a cinco prêmios da Academia, ganhando melhor atriz por “Só resta uma lágrima” (1946) e “Tarde demais” (1949) e se tornou indissociável do filme de Victor Fleming.

Lançado em 1939, “E o vento levou” foi recentemente removido temporariamente nos EUA da plataforma de streaming HBO Max por tratar a escravidão de forma benevolente.

Em Paris, o cinema Grand Rex cancelou uma exibição do clássico em junho, a pedido do estúdio americano Warner, por causa da polêmica.

Premiado com dez Oscars, incluindo Melhor Filme e Melhor Diretor (1939), o filme, um dos maiores sucessos comerciais na história da sétima arte, deu a Olivia de Havilland uma indicação para Melhor Atriz Coadjuvante.

A atriz, última intérprete viva dessa grande adaptação para a tela di grande do romance de mesmo nome de Margaret Mitchell, vivia na França há mais de 65 anos.

Cinco vezes indicada ao Oscar, ela também é a última estrela da era do preto e branco dos anos 30 e 40 a falecer.

Olivia de Havilland nasceu em Tóquio em 1º de julho de 1916, filha de pais britânicos, a atriz Lillian Fontaine e Walter de Havilland, um advogado de patentes.

Jurisprudência de Havilland

A atriz também falou muito sobre sua famosa batalha legal com Hollywood e uma rivalidade secreta com sua irmã mais nova, Joan Fontaine, a inesquecível Rebeca de Alfred Hitchcock, que também ganhou uma estatueta como melhor atriz por “Suspeita” do mesmo diretor (1942).

O relacionamento delas rendeu-lhes o rótulo de “irmãs inimigas” do cinema. Em 2017, Olivia de Havilland até processou a rede FX por seu retrato desagradável na série “Feud”, onde ela é vista insultando sua irmã.

Após a separação de seus pais, quando ela tinha três anos, se mudou com sua mãe para os Estados Unidos, onde se estabeleceram em San Francisco, Califórnia.

Ela foi a primeira das duas irmãs a ir ao cinema, enquanto Joan voltou a morar no Japão por dois anos com o pai.

Olivia estreou nas telas em 1935 no papel de Herminia em “Sonho de uma noite de verão” na adaptação do diretor Max Reinhardt. Foi contratada por sete anos pela Warner. Mas o ano de 1939 foi aquele que marcou sua ascensão em Hollywood: Victor Fleming a escolheu para “E o vento levou” no papel da nobre e sofrida Melanie, atuando com Vivien Leigh e Clark Gable.

Em 1943, Warner se recusa a libertá-la de seu contrato e a atriz processa os estúdios. O juiz compara a prática com servidão e Olivia tem uma vitória que estabelecerá jurisprudência em defesa dos direitos dos atores.

Nos vários filmes que gravou mais tarde, costumava escolher os papéis e os parceiros, como Richard Burton, Bette Davis, Joseph Cotten, Liv Ullman, Jack Lemmon e Christoper Lee.

Casada e divorciada duas vezes – com o escritor americano Marcus Goodrich (1946-1952) e o jornalista francês Pierre Galante (1955-1979) – Olivia de Havilland teve um filho, Benjamin (falecido em 1991) e uma filha, Gisèle.

Desde 1953, vivia na França, onde, em setembro de 2010, o presidente Nicolas Sarkozy a condecorou com a Legião de Honra.

Foto: Reprodução/AFP

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Thaynara Pinheiro

Designer de Moda, trabalha com produção de conteúdo, fotografia e tem um pé no design gráfico. Sempre disposta a ajudar e a fazer de tudo para os jobs saírem perfeitos. Responsável pela coordenação de conteúdos, marketing e criação de projetos do Portal Siará News e pela produção do programa Siará Digital.

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