(Foto: Reprodução/Projeto Gaia)

O Transtorno do Espectro Autista (TEA) reúne diferentes condições marcadas por perturbações do desenvolvimento neurológico com três características fundamentais: a comunicação do indivíduo, a socialização e o comportamento, que podem manifestar-se em conjunto ou isoladamente. Ainda não se conhece a causa do autismo, mas, estudos em gêmeos monozigóticos indicam que a desordem pode ser na da parte genética, porque tende a acontecer em ambos os indivíduos.

Estima-se que 1 em cada 160 crianças tenha um TEA e como acontece com qualquer pessoa com um transtorno físico ou mental, os autistas lidam com uma ampla série de reações dos outros, desde o apoio total até a ignorância indiferente. 

É importante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam os mesmo sintomas, porém a maioria dos sintomas pode estar presente nos primeiros anos de vida da criança, estes variam de leve a grave e na intensidade. Importante ressaltar também que a ocorrência desses sintomas não é determinista no diagnóstico do autismo, para tal, se faz necessário acompanhamento com psiquiatra infantil ou neuropediatra. Não existem exames laboratoriais ou de imagem que diagnosticam o autismo, o diagnóstico é clínico, apenas através de observação.

Mas qual seria o papel fundamental do Terapeuta Ocupacional no tratamento? 

Terapia Ocupacional Infantil, nos remete a três grandes áreas nas quais são de extrema importância na infância: AVDs (atividades da vida diária), atividades relacionadas ao trabalho escolar e o brincar. O profissional irá intervir naquele contexto, contribuindo com o desenvolvimento cognitivo e motor da criança. Assim, o indivíduo aprenderia sobre o mundo e como interagir com ele, usando as informações que lhe chegam pelos sentidos, essas interações se dão através do brincar, sendo este o principal recurso utilizado pelo Terapeuta Ocupacional.

O objetivo global da terapia ocupacional é ajudar a pessoa com autismo a melhorar a qualidade de vida em casa e na escola, ajudando na autonomia do indivíduo. 

Estas são algumas das habilidades que a terapia ocupacional pode promover:

  •             Habilidades da vida diária, tais como o treinamento do toalete, vestir-se, escovar os dentes, pentear cabelos, calçar sapatos, e outras habilidades de preparação;
  •             Habilidades motoras finas necessárias para a realização de caligrafia ou cortar com uma tesoura;
  •             Habilidades motoras utilizadas para andar de bicicleta;
  •             O sentar adequado, percepção de competências, tais como dizer as diferenças entre cores, formas e tamanhos;
  •             Consciência corporal e sua relação com os outros;
  •             Habilidades visuais para leitura e escrita;
  •             Brincar funcional, resolução de problemas e habilidades sociais;
  •             Integração dos sentidos, realizado através da abordagem de integração sensorial com objetivo de diminuição de estereotipias;

Ao trabalhar sobre essas habilidades durante a terapia ocupacional, uma criança com autismo pode ser capaz de:

  •             Desenvolver relacionamentos com seus pares e adultos;
  •             Aprender a se concentrar em tarefas;
  •             Expressar sentimentos em formas mais adequadas;
  •             Envolver-se em jogo com os pares;
  •             Aprender a se auto-regular;
  •             Realizar atividades mais refinadas como: escovar dentes, lar laço, vestir-se etc.
  •             Independência;
  •             Aprendizagem;
  •             Autoconfiança;

Fonte: http://terapiaoculpacional.blogspot.com.br/2011/08/autismo-e-intervencao-da-terapia.html

Portanto, um objetivo de extrema relevância da Terapia Ocupacional é orientar as famílias, bem como os professores e demais profissionais que precisam de ajuda para compreender e saber como lidar com crianças portadoras de autismo, para que estas se desenvolvam e consigam interagir nos ambientes que frequentam e com as pessoas com as quais convive.