Foto/Reprodução: Internet

O cantor morreu nesta quinta-feira, 7 de janeiro, após uma luta árdua contra a Covid-19. A informação foi confirmada pelo filho do artista, João Lacerda pelo stories de seu Instagram oficial.

Desde que foi internado, no dia 30 de Novembro, o cantor demonstrou melhoras e pioras. No dia 9 de dezembro, o quadro de Genival foi definido como animador após a evolução. “Segundo os médicos, o cantor continua em constante evolução, com as taxas normais e sem febre”, anunciou a família pelas redes sociais.  

Na última segunda-feira, 4 de janeiro, Genival Lacerda teve uma piora no quadro de saúde, segundo o boletim divulgado pela família. Na quarta, 6, a família havia iniciado uma campanha de doação de sangue para o cantor.

Segundo a assessoria de imprensa do cantor, o corpo do artista deixa Recife por volta das 13h e segue para ser sepultado em Campina Grande, ao lado da mãe de Genival, Severina Lacerda.

Genival deixou dez filhos, além de netos e bisnetos.

MAIS SOBRE GENIVAL LACERDA

O artista foi um dos grandes nomes do forró e dominou o Brasil com carisma e irreverência.  Nasceu em Campina Grande, na Paraíba, em 5 de abril de 1931. Trabalhava na cidade como radialista, mas fez a primeira gravação como cantor quando já morava em Recife, para onde se mudou em 1953.

Em 1956, Genival gravou seu primeiro disco, um compacto duplo com “Coco de 56”, escrito por ele e João Vicente, e o xaxado “Dance o xaxado”, feito por ele com Manoel Avelino.

Mais tarde, lançou músicas como “Severina Xique Xique”, “Mate o Veio” e “Rock do Jegue”, que até hoje são cantadas por milhares de brasileiros.

Ele gravou diversos álbuns e ficou conhecido pelo Nordeste como músico e radialista durante esta fase no Recife.

Em 1964, foi morar no Rio de Janeiro. A consagração nacional veio com “Severina Xique Xique”, de 1975. O refrão “ele tá de olho é na butique dela” foi transformado em sua marca.

Em seguida, vieram sucessos como “Radinho de pilha”, “Mate o véio” e “De quem é esse jegue”, que consolidaram o estilo bem humorado do “seu Vavá”, como também era conhecido.

O músico viveu no Rio durante o auge da popularidade do forró no Sudeste, e conviveu com outros artistas fundamentais do estilo como Dominguinhos e Luiz Gonzaga.

Na sexta-feira, 8 de janeiro, estava previsto o lançamento de uma faixa do DVD “Minha Estrada”, com a participação de artistas nordestinos, que foi gravado no Teatro Boa Vista, em agosto de 2019. Em 13 de dezembro, aniversário de Luiz Gonzaga, foi feito o primeiro lançamento da faixa.

Apesar do falecimento de Genival, o lançamento da canção com o artista Zé Lezin, vai permanecer. “O artista faleceu, mas a obra dele vai ficar”, afirmou a assessora da família, Manuela Alves. Ao todo, são 15 faixas, com um lançamento por mês. A divulgação acontecerá pelas redes sociais e por plataformas digitais.