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Médicos suíços alertam para vertiginoso aumento de pacientes com covid-19

Não há vagas. Na unidade de terapia intensiva do hospital La Chaux de Fonds, no oeste da Suíça, os dez leitos, isolados uns dos outros, são ocupados por pacientes com coronavírus, e os médicos não têm dúvidas: a segunda onda é muito mais violenta que a primeira.

“Esta manhã, pediram-me para dar entrada em mais um paciente (…) então tive que transferir para outro hospital o paciente mais estável para poder abrir uma nova vaga”, explica o médico Hervé Zender, chefe da unidade de terapia intensiva do estabelecimento.

“Isso é algo que estamos fazendo quase todos os dias atualmente (…) já que a unidade está sempre cheia”, completa.

Há várias semanas, a covid-19 atinge a Suíça mais uma vez e, mais particularmente, seus cantões de língua francesa, onde a capacidade hospitalar está perigosamente próxima da saturação.

E, para o pessoal de saúde, sem dúvida, essa segunda onda é muito mais violenta que a primeira.

“Temos muito mais pacientes”, diz o dr. Zender.

No pronto-socorro, a chefe de enfermagem, Brigitte Hostettler, explica: “Digamos que a primeira onda foi suportável, conseguimos controlar tudo e não houve um afluxo maciço. Mas essa nova está sendo muito difícil de manejar. Há muitos pacientes no hospital, é complicado e também há muito mais pessoas positivas entre a equipe”.

Quanto aos pacientes, “há um pouco de todas as idades, muitos idosos, entre 70 e 80 anos ou mais, mas também há jovens de 35 ou 45 anos”, acrescenta.

O cantão de Neuchâtel, onde está localizado o hospital La Chaux de Fonds, tem uma incidência de 314 casos positivos por 10.000 habitantes, “quase o dobro” de toda Suíça (174 por 10.000 habitantes), destaca a direção da rede hospitalar local em comunicado.

Na tentativa de fazer frente a essa situação, a rede estabeleceu uma capacidade adicional de leitos e equipe para atender até 250 pacientes com covid-19.

Na quarta-feira, 120 pacientes positivos e 19 suspeitos de contágio, aguardando resultado, foram internados, segundo dados da rede.

O hospital La Chaux de Fonds suspendeu toda sua atividade cirúrgica. As operações mais urgentes podem ser realizadas somente no outro hospital do cantão.

Ao mesmo tempo que compreendem o “aborrecimento” da população com as medidas sanitária, os funcionários consideram que não se tem consciência do quanto a situação está se agravando muito rapidamente nos hospitais.

Alguns consideram ainda que o conselho federal é muito tímido diante desta segunda onda e acolhem com agrado as decisões de fechamento de restaurantes, lojas e confinamento parcial adotadas em nível cantonal.

Todos esperam que tais medidas parem o fluxo de pacientes.

“Todos estão cansados, mental e fisicamente exaustos”, insiste Jérémy Bouhelier, chefe de enfermagem da unidade de terapia intensiva.

Foto: AFP

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Brenda Bezerra

Estudante de publicidade e propaganda, produtora de moda e criadora de conteúdo.

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