Saúde e Bem-Estar

Mau uso do celular entre crianças pode causar atraso no desenvolvimento psicomotor

As crianças desta geração já nascem com os dedinhos aptos para usar os smartphones. Surpreendentemente, bem antes de aprender a ler, elas sabem acessar os aplicativos que são capazes de entretê-las por horas a fio. Mas este uso, precoce e prolongado, pode causar uma série de prejuízos aos pequenos, dentre os quais: déficit de atenção, dificuldade de aprendizagem, irritabilidade, distúrbios do sono, isolamento social, depressão, ansiedade e atraso no desenvolvimento psicomotor.

“Não adianta proibir o uso, o importante é saber em qual medida usar. Atualmente, temos profissionais tratando crianças que estão com atraso na destreza manual, ou seja, que têm dificuldades para escrever, recortar, por conta do uso exagerado do celular”, afirma Luzianne Feijó, vice-presidente do Crefito-6 (Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional da 6ª região).

Para prevenir ou tratar problemas como estes, o profissional de Terapia Ocupacional pode ajudar os pais a elaborar uma rotina saudável e adequada à idade e ao desenvolvimento da criança; a resgatar a relação pais e filhos no dia a dia relacionadas ao brincar, à escola e ao lazer; estabelecer o uso racional dos eletrônicos de forma a não prejudicar o desenvolvimento dos pequeninos.

Luzianne destaca que a exposição de eletrônicos aos bebês e crianças de até dois anos de idade é ainda mais grave, uma vez que o cérebro desses mais novos ainda está maturando. “Por isso, é importante atentar para dicas que o profissional de Terapia Ocupacional pode dar, mesmo preventivamente, aos pais, no cuidado com seus filhos, desde bebês”, afirma.

Confira abaixo algumas dicas:

Do nascimento aos 3 primeiros meses

– Colocar o bebê deitado de bruços na cama e chamar a atenção dele com algo que ele goste;

– Bater palmas para animá-lo e fazê-lo levantar a cabeça;

– Segurar o bebê no braço e o embalar devagar.

Entre os 3 e os 9 meses

– Colocá-lo de barriga para baixo na cama e oferecer-lhe brinquedos de texturas diferentes, um de cada vez;

– Colocar móbile sobre o berço, que emita luzes e sons;

– Oferecer ao bebê torre de copos para encaixar ou enfileirar.

Um a dois anos

– Oferecer principalmente brinquedos que possam ser puxados e empurrados, como carrinhos amarrados a um barbante;

– Permitir que ele folheie livros e revistas;

– Fazer teatrinho e contação de histórias;

– Presenteá-lo com balde e pá para brincar na areia.

Entre dois e quatro anos

– Oferecer giz de cera, lápis colorido e canetinhas para desenhar em folhas brancas;

– Dar livros de atividades;

– Oferecer fantasias, máscaras, chapéus, pelúcias.

Entre quatro e oito anos

– Brincadeiras ao ar livre, como saltar como um sapo, brincar de futebol ou carimba, andar de bicicleta.

– Decifrar quebra-cabeças;

– Brincar de adivinhar.

De oito anos em diante

– Prática de esportes e atividades em grupo, como teatro, música, artes maciais.

– Oficinas abertas que estimulem a criatividade;

– Jogos e desafios mentais, como xadrez.

 

Foto: Reprodução

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Daianne Freire

Estudante de jornalismo, apaixonada por fotografia e ama boas histórias. Aspirante a repórter nas horas vagas. Trabalha na produção do Siará Notícias e também produtora de conteúdo do portal Siará News.

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