Nesta quinta, 26 de abril, às 18h, acontecerá a abertura da exposição “No Coração de Maio de 68”, com 43 fotografias inéditas do fotógrafo francês Phelippe Gras (1942-2007). No Brasil, a exposição esteve apenas em Natal, no Rio Grande do Norte. Pertencentes ao acervo do artista, as fotografias estavam perdidas a mais de  uma década e serão expostas no espaço Multigaleria, do Centro Dragão do Mar de Arte e Cultura, e compõe a programação do

Maloca Dragão 2018.

Phelippe Gras tem seu trabalho reconhecido por suas fotografias emblemáticas no Maio de 68, assim como por suas séries sobre o metrô de Paris e com personalidades do Jazz e do Rock. Tendo seu trabalho reconhecido no Butão, Irã, Camboja, Coreia do Sul, Vietnã e Hungria. Colaborou, ainda, com várias publicações francesas como as revistas Actuel, Jazz Hot e L’art Vivant.

“No Coração de Maio de 68” é uma exposição realizada em parceria com o Instituto Dragão do Mar, a Aliança Francesa de Fortaleza, o Institute Français do Brasil e o Consulado Geral da França no Recife. Além das fotografias, a mostra exibirá uma série de dois documentários inéditos chamada “Mai 68, un étrange printemps”, com direção do historiador Dominique Beaux, no dia 29 de abril, às 19h30, na Sala 2 do Cinema do Dragão.

Em sua quinta edição, a Maloca Dragão traz como tema “As barricadas abriram caminho: os 50 anos de maio de 68”.  O tema é um convite ao público para tratar sobre o atual momento político do país, fazendo um paralelo do passado com o presente. A data remete às manifestações sociais protagonizadas por jovens na França, onde estudantes decretaram greve contra o capitalismo, o consumismo e o imperialismo dos Estados Unidos da América. Um período importante da história, o mês de Maio de 1968,  além de ter sido marcado por uma greve geral por melhores condições de trabalho e ganho de direitos para os trabalhadores, foi também um momento em que temas sobre liberdade em questões como estilo de vida, sexualidade e principalmente a relação com a política se fez fortemente presente. No Brasil, a representação da força do Maio de 68 foi a Marcha dos Cem Mil, que aconteceu no mês seguinte, em junho, organizada por estudantes contra a ditadura militar.

O Festival Maloca Dragão celebra o aniversário do Centro Dragão de Arte e Cultura e a promoção da produção artística cearense. Realizado de 24 a 29 de abril, o festival que une música, teatro, artes visuais, dança, literatura, cinema, circo, feiras de artesanato e gastronomia tem atrações como: Gilberto Gil, Gero Camilo, Letrux, Rincon Sapiência, Richie Ramone, Francisco, El Hombre; também o Teatro Máquina, com o espetáculo “Nossos Mortos”, e a Companhia Formosura, com a peça “Frei Tito: Vida, Paixão e Morte”.

A Maloca Dragão 2018 traz também a exposição “Sérvulo Esmeraldo, o artista homenageado”, destacando a produção do artista cearense, no Museu de Arte Contemporânea do Ceará e, ainda, intervenções de arte urbana pelo entorno do dragão.

Para saber mais sobre a programação do festival, acesse: http://malocadragao.org.br/maloca-2018

 

Fotos: Reprodução