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Maior digitalização pode estimular crescimento da América Latina

Um aumento da eficiência dos serviços com a intensificação da digitalização pode estimular o crescimento da América Latina e Caribe em 5,7% durante um período de 10 anos – afirma um estudo divulgado nesta quinta-feira (30) pelo Banco Internamericano de Desenvolvimento (BID).

“Para América Latina e Caribe, isto representa quase 325 bilhões de dólares em receitas adicionais durante a década”, destacam os analistas da instituição multilateral.

A publicação pretende ser um guia para quando os países saírem da dura crise imposta pela pandemia. Segundo o Fundo Monetário Internacional (FMI), a crise da saúde provocará uma contração do Produto Interno Bruto (PIB) da região 9,4% em 2020.

O presidente do BID, o colombiano Luis Alberto Moreno, afirmou em um editorial publicado esta semana que os problemas de infraestruturas que motivaram protestos na região no ano passado estarão aguardando após a pandemia”, a menos que se construa uma recuperação baseada em serviços sustentáveis e nos espaços que as pessoas solicitam”.

“A infraestrutura será um componente crítico dos nossos esforços para estimular as economias e reduzir as desigualdades após a pandemia”, afirmou o economista-chefe do BID, Eric Parrado.

O gerente do Departamento de Infraestruturas do BID, Agustín Aguerre, destacou que durante muito tempo a região se concentrou em “tijolos, tubulações e outros ativos tangíveis”.

“A tecnologia digital nos permite ter uma compreensão melhor de como as pessoas utilizam as estradas e consomem água e energia elétrica”, explicou.

O estudo detectou que a região tem profundas brechas de infraestruturas na comparação com as economias mais desenvolvidas. Na última década, investiu 2,8% de seu PIB no setor, o que representa metade dos países emergentes da Ásia.

Além disso, o BID ressalta que a “região tem um bom desempenho em termos de medidas básicas de acesso, mas não em termos de qualidade de serviços”.

“Um total de 97% das residências urbanas da América Latina tem acesso à água, mas menos de 40% do esgoto nas cidades é tratado”, cita como exemplo o estudo.

O tempo médio de deslocamento ao trabalho nas grandes cidades da região é de 90 minutos e a velocidade de download de arquivos é 10 vezes menor que nos países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Além da baixa qualidade dos serviços, o BID aponta ainda que as famílias e empresas pagam tarifas muito elevadas.

Foto: Reprodução

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Brenda Bezerra

Estudante de publicidade e propaganda, produtora de moda e criadora de conteúdo.

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