Biden é vacinado contra a covid-19 ao vivo pela televisão | Foto: AFP

O presidente eleito dos Estados Unidos, Joe Biden, recebeu uma vacina contra a covid-19 durante uma transmissão ao vivo de televisão nesta segunda-feira (21), em uma campanha para aumentar a confiança dos americanos nos imunizantes.

O futuro presidente americano, de 78 anos, recebeu a vacina Pfizer no Hospital Christiana em Newark, Delaware.

Sua esposa, Jill, recebeu a dose antes, disse a equipe de transição presidencial.

Biden disse aos americanos que “não há nada com que se preocupar” quando forem vacinados e que, enquanto isso, devem continuar usando máscaras e “ouvir os especialistas”.

Eles foram as últimas altas personalidades políticas a aderir publicamente à primeira leva de vacinas destinadas a conter uma pandemia que matou quase 318.000 americanos.

O vice-presidente Mike Pence e sua esposa foram vacinados na semana passada, mas o presidente Donald Trump ainda não participou da campanha.

O líder republicano – envolto em teorias da conspiração de que sua derrota nas eleições para Biden resultou de uma fraude em massa – cita a imunidade natural que acredita ter adquirido depois de se recuperar da infecção pelo novo coronavírus.

No entanto, ele fez pouco, mesmo em termos de emitir declarações, para apoiar a campanha para superar o ceticismo dos americanos quanto à vacina. Sua esposa, Melania Trump, também esteve ausente.

Para Biden, que será o presidente americano mais velho a tomar posse em 20 de janeiro, esta foi a primeira injeção da vacina Pfizer de duas doses. Ele disse que estava “ansioso” pela próxima.

Biden elogiou “os cientistas e as pessoas que criaram isso – trabalhadores da linha de frente, pessoas que realmente fizeram o trabalho clínico”.

Ele chamou os profissionais médicos de “extraordinários e incríveis”.

Biden também reservou alguns elogios raros ao governo Trump, que ele disse “merecer algum crédito” por supervisionar o desenvolvimento e a produção de vacinas em alta velocidade.

Mas Biden, que falou por meio de uma máscara dupla, alertou que ainda há um longo caminho a percorrer antes que as vacinas possam realmente deter a propagação do vírus.

“Vale a pena dizer que, você sabe, isso é apenas o começo”, disse ele. “Vai levar tempo.”

“Nesse ínterim”, afirmou, “espero que as pessoas ouçam todos os especialistas (…) falando sobre a necessidade de usar máscaras” durante as festas de fim de ano.

“Se você não precisa viajar, não viaje. É muito importante”, advertiu.

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