Após uma reação otimista do mercado ao término da reunião entre Jair Bolsonaro e alguns de seus principais ministros, incluindo Onyx Lorenzoni (Casa Civil) e Paulo Guedes (Economia), o mercado não sustentou os ganhos e reverteu para níveis próximos de sua mínima do dia. Às 14h32 (horário de Brasília), o benchmark da bolsa brasileira registrava queda de 0,53%, aos 93.236 pontos, enquanto o dólar futuro sustentava sua queda, agora de 0,82%, a R$ 3,876. Já o dólar comercial vai a R$ 3,8795 na venda, queda de 0,58%.

Mais cedo, a bolsa chegou a subir 0,7% após o resultado da reunião de Bolsonaro com ministros ser o foco na reforma da Previdência e na “pacificação”. Segundo o blog do Valdo Cruz, do G1, participantes da reunião disseram que a avaliação de todos foi na direção de “não jogar mais lenha na fogueira” e “buscar uma pacificação para focar no que importa agora, a reforma da Previdência”. Bolsonaro teria dito ainda que não tem interesse em manter um “clima de rivalidade” com Maia e está disposto a conversar com ele.

Além disso, Bolsonaro pediu na reunião que Onyx Lorenzoni procure líderes partidários para negociar a votação da reforma da Previdência. A ideia é mostrar que, sem a reforma, será muito ruim não só para o governo, mas, principalmente, para o país, e que isso geraria um cenário “grave” na economia brasileira.

Os principais contratos de juros futuros, por sua vez, reverteram as altas atingidas no início da sessão. O contrato com vencimento em janeiro de 2021 tem queda de 3 pontos-base, a 7,10%, após atingir 7,32%. Já o com vencimento em janeiro de 2023 registra perdas de 4 pontos, a 8,26%, após atingir os 8,53% na abertura. A crise política teve novos capítulos no fim de semana, após o presidente retomar ataques à “velha política”, enquanto Maia acusou governo de ser um deserto de ideias. Por outro lado, Maia sinalizou que vai “blindar” a reforma da Previdência, o que dá certo alívio ao mercado nacional após as fortes quedas.

Enquanto isso, a aversão ao risco segue para os investidores estrangeiros após a forte baixa dos mercados na sexta-feira, em meio aos dados negativos de atividade na Alemanha e EUA. Contudo, as perdas são mais discretas nesta sessão. O presidente da distrital do Federal Reserve de Chicago, Charles Evans, disse que a inversão da curva de juros no fim da semana passada – quando o spread entre a T-bill de três meses e a T-note de 10 anos ficou negativo pela primeira vez em mais de uma década – indica probabilidade ligeiramente maior de a economia americana entrar em recessão.

Evans ressaltou, porém, que a tendência de achatamento da curva de juros não é uma surpresa. Quer investir melhor o seu dinheiro? Clique aqui e abra a sua conta na XP Investimentos Já as bolsas asiáticas fecharam com perdas robustas nesta segunda-feira, também em meio a renovadas preocupações com a saúde da economia global. Vale ressaltar que, na quinta-feira, funcionários de alto escalão do governo americano estarão em Pequim para iniciar uma nova rodada de discussões comerciais de dois dias.

A expectativa é que EUA e China fechem um acordo comercial em algum momento de abril. Desde meados do ano passado, a disputa comercial entre as duas maiores economia do mundo vem pesando no sentimento do investidor. Destaques de ações A Vale movimentou o noticiário corporativo deste fim de semana, após uma barragem da mineradora em Barão de Cocais, na região central de Minas Gerais, entrar em alerta máximo para risco de rompimento na noite de sexta-feira, com o acionamento das sirenes no município.

O nível de segurança da barragem sul superior da mina Gongo Soco subiu de 2 para 3, segundo informou a própria mineradora. De acordo com a Vale, a medida adotada é preventiva e foi decidida após um auditor independente informar que a barragem apresenta “condição crítica de estabilidade”. Na temporada de resultados, a Cesp registrou em 2018 um lucro líquido de R$ 294,43 milhões, revertendo o prejuízo líquido de R$ 168,53 milhões em 2017.

Fonte: InfoMoney
Foto: Reprodução