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Ibovespa acelera perdas com Petrobras, Vale e Ambev; tensão geopolítica segue no radar

Bolsas internacionais são pressionadas pelo término abrupto da rodada de reuniões entre Trump e Kim Jong-Un sem que um acordo fosse fechado

O pessimismo toma conta do mercado doméstico, que é especialmente pressionado pelo desempenho das ações da Petrobras (PETR3 -3,75%; PETR4 -1%) e da Ambev (ABEV3 -4,85%) após as companhias divulgarem seus resultados. Os papéis da Vale (VALE3 -0,73%) também operam em queda. As bolsas internacionais são pressionadas pelo término abrupto da rodada de reuniões entre Donald Trump e Kim Jong-Un, presidente da Coreia do Norte, sem que um acordo fosse fechado.

Neste contexto, às 12h22 (horário de Brasília), o Ibovespa tinha queda de 1,56%, a 95.786 pontos. O contrato de dólar futuro com vencimento em março tinha alta de 0,23%, a R$ 3,738, e dólar comercial tinha alta de 0,40%, para R$ 3,745. No mercado de juros, o contrato futuro com vencimento em janeiro de 2021 subia de 7,07% para 7,17%, e o DI para janeiro de 2023 avançava de 8,19% para 8,27%.

O desempenho fraco da economia brasileira também desanima os investidores. O PIB (Produto Interno Bruto) cresceu 1,1% no ano passado, praticamente em linha com a estimativa mediana do mercado, que era de 1,2%, segundo a Bloomberg.

O problema é que houve revisão para baixo dos números do crescimento brasileiro dos trimestres anteriores. O desempenho do terceiro trimestre passou de alta de 0,8% para 0,5% e o segundo trimestre também enfraqueceu, passando de avanço de 0,02% para estagnação. Para Newton Rosa, economista-chefe da SulAmérica Investimentos, a revisão dos números mostra que a economia anda em “câmera lenta” e o prognóstico não é animador.

Tanto que o economista cortou sua projeção para o PIB de 2019 de 2,2% para 2%. O Bradesco BBI também revisou sua estimativa e espera um crescimento ainda menor, de 1,7%. Lá fora, o PIB dos Estados Unidos cresceu 2,6% no quarto trimestre do ano passado, resultado ligeiramente acima da expectativa de alta de 2,2% na base trimestral, de acordo com estimativa mediana feita pela Bloomberg.

No ano, o crescimento foi de 2,9%, na maior expansão desde 2015. O crescimento vem em meio a incertezas sobre o ritmo de expansão das economias globais. No âmbito corporativo, a Petrobras teve lucro líquido de R$ 25,78 bilhões, conseguindo assim seu primeiro resultado positivo anual desde 2013. Além disso, a petrolífera registrou um Ebitda recorde de R$ 114,9 bilhões em 2018, mas o resultado do quarto trimestre ficou abaixo das expectativas.

Fonte: InforMoney
Foto: Reprodução

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Thaynara Pinheiro

Designer de Moda, trabalha com produção de conteúdo, fotografia e tem um pé no design gráfico. Sempre disposta a ajudar e a fazer de tudo para os jobs saírem perfeitos. Responsável pela coordenação de conteúdos, marketing e criação de projetos do Portal Siará News e pela produção do programa Siará Digital.

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