Fotos/Reprodução: Internet

A partir da próxima segunda-feira, dia 1º de fevereiro, a categoria dos caminhoneiros autônomos deve parar. De acordo com o presidente da Associação Nacional do Transporte Autônomos do Brasil (ANTB), José Roberto Stringasci, a mobilização já está ratificada em pelo menos oito estados, incluindo o Ceará.

As principais causas da reivindicação se dão pelos sucessivos aumentos no preço do diesel, o mais recente deles da ordem de 4,4%, e a demora no julgamento de constitucionalidade da lei do piso mínimo do frete pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

“Já está tudo protocolado em todos os órgãos. O piso mínimo do frete e a questão do preço do combustível são duas coisas que não temos como abrir mão. O Governo precisa fazer alguma coisa, porque a Petrobras não pode continuar com essa política de preços internacionais que muda o tempo todo”, conta José Roberto.

De acordo com o presidente, a estimativa é de que entre 200 a 300 mil caminhoneiros participem da mobilização no primeiro dia. E, assim como aconteceu na greve de 2018, serão montadas barreiras em rodovias para interromper o fluxo do transporte de cargas pelo Brasil. 

“Bloqueio vai ter, mas o que temos instruído é que seja resguardado o direito de ir e vir de carros de passeio, ônibus, transportes hospitalares. Somente serão retidos caminhões de carga”, disse.

Também salientou que o atraso no julgamento pelo Supremo Tribunal Federal da lei do piso mínimo já provocou, desde a última greve, uma defasagem da ordem de 20% no preço do frete.

“Esta lei é importante para nós porque lá tem um gatilho que diz que a cada vez que o preço do diesel subisse ou descesse acima de 10%, haveria reajuste. Porém, o piso nunca funcionou e a última vez que deram aumento foi de 2,5%. Enquanto isso, os nossos custos subiram muito mais, insumos como óleo lubrificante aumentaram mais de 100%”, acrescentou.