O Governo do estado do Ceará informou na noite desta terça-feira (18) que irá dar início a inquérito policial militar, bem como processos administrativos disciplinares, contra todos os agentes de segurança que se envolverem em atos que configurem crime militar. Nesta terça, 150 policiais já tiveram inquéritos instaurados.

Segundo nota do Governo, os policiais que abandonarem o serviço também passarão por todas as sanções previstas em lei, além da exclusão da folha de pagamento pela Secretaria de Planejamento. “Os comandos não irão tolerar atos de indisciplina e quebra de hierarquia”, diz.

Na tarde desta terça-feira (18), três policiais foram presos por fazem atos de greve na Capital, contrariando a decisão da Justiça que determina a proibição de movimentos e protestos por reivindicação salarial de militares no Ceará.

Os policiais estavam armados, usando balaclava, e secavam pneus de um carro da polícia no Bairro Antônio Bezerra, de acordo com a Secretaria da Segurança Pública.

Os soldados, ambos do 14º Batalhão, em Maracanaú, foram autuados no artigo 149, parágrafo único, do Código Penal Militar (CPM), com pena prevista de 8 a 20 anos e são passíveis de demissão. Eles foram presos em flagrante por equipes do Comando de Polícia de Choque (CPChoque).

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