Nesta quarta-feira (8) a CPI da Covid decidiu mudar a condição da ex-coordenadora do Programa Nacional de Imunizações (PNI) Francieli Fantinato, de investigada para testemunha. Como consequência, a comissão também suspendeu as ordens de quebra de sigilo que tinham sido anteriormente aprovadas.

A decisão foi tomada por meio de votação. O senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP) pediu ao relator, Renan Calheiros (MDB-AL), para que retirasse Fantinato da pasta de investigados. O relator concordou com o argumento de que ela já havia esclarecido as dúvidas durante seu depoimento.

No entanto, os demais senadores pediram que houvesse votação. Marcos Rogério (DEM-RO) afirmou que a CPI “trata a condição de investigado como um mecanismo de coação”.

Estão colocando na condição de investigado possíveis testemunhas para coagir no seu depoimento. Porque se, se desfaz nesse momento a condição de investigado, é porque nunca houve um mínimo de elemento para estar na condição de investigado. É um procedimento rasteiro”, disse. “Estão colocando na condição de investigado possíveis testemunhas para coagir no seu depoimento. Porque se, se desfaz nesse momento a condição de investigado, é porque nunca houve um mínimo de elemento para estar na condição de investigado. É um procedimento rasteiro”, ressaltou.

A senadora Eliziane Gama (Cidadania-MA), colocou a questão em votação. Ela também saiu em defesa da decisão tomada anteriormente pela comissão. Segundo ela, havia elementos que demandavam investigação e a sua inclusão foi decidida pela maioria.

A quebra de sigilo telefônico de Francieli também foi repassada. Há ainda um requerimento apresentado para que seja realizada uma acareação entre ela e a médica Luana Araújo, que já compareceu à CPI, sobre a recomendação de vacinar gestantes, que ainda será votada.

Durante seu depoimento, a ex-servidora afirmou que, enquanto esteve no cargo não teve “nem vacinas nem uma campanha publicitária” para promover a imunização contra o coronavírus. Ela disse ter deixado o posto pelo que chamou de “politização das questões da vacina”.