Fiji, que adotou medidas rígidas de isolamento e controles de fronteira, registra apenas 109 casos e duas mortes em uma população de 930.000 habitantes | AFP

O foco de covid-19 que obrigou o confinamento na capital de Fiji, depois que o país conseguiu evitar a transmissão em larga escala do vírus durante um ano, foi confirmado nesta terça-feira como a variante indiana e as autoridades temem um “tsunami” de novos casos.

O país do Pacífico evitou em grande medida a transmissão do vírus, antes da detecção este mês de um foco de covid-19 em uma instalação de quarentena em Nadi, a cidade em que fica o aeroporto internacional de Fiji.

O secretário permanente de Saúde e Serviços Médicos, James Fong, afirmou que nesta terça-feira foram registrados seis novos casos em instalações de quarentena e que os eventos na Índia mostram que não se pode subestimar a ameaça representada por esta cepa de coronavírus.

Fiji, que adotou medidas rígidas de isolamento e controles de fronteira, registra apenas 109 casos e duas mortes em uma população de 930.000 habitantes.

Atualmente há 42 casos ativos, 18 deles detectados na fronteira e 24 de transmissão local.

O foco teve início quando um soldado contraiu o vírus em um centro de quarentena e transmitiu para sua mulher, que depois teve contato com quase 500 pessoas em um funeral.

Fong disse que há evidências de que soldados que retornaram de missões no exterior violaram as regras de quarentena.

A capital Suva está fechada, assim como Nadi e Lautoka, a segunda maior cidade de Fiji.

As autoridades proibiram as viagens entre as ilhas. A companhia aérea nacional Fiji Airways suspendeu todos os voos internacionais e domésticos de passageiros.

AFP