Foto: Matheus Castro/G1

O ex-gestor Marcellus Campêlo solicitou sua exoneração após ter sido detido pela Polícia Federal no início do mês de junho. Campêlo é investigado por supostamente fraudar contratação de hospital de campanha.

Nesta terça-feira (15), a CPI da Covid ouve o ex-secretário da Saúde do estado do Amazonas, Marcellus Campêlo. O foco, pela primeira oitava, será direcionado para as investigações da conduta de estados e municípios a respeito do uso de verbas federais.

Dentre os objetos da CPI, está o colapso na saúde do Amazonas e o óbito de pacientes no estado por ausência de oxigênio. Além disso, também apura o repasse de verbas da União aos governos locais, e as ações do governo federal.

Campêlo esteve à frente do comando da Secretaria de Saúde até o último dia 7. Ele solicitou sua exoneração no dia 2, após ser preso pela Polícia Federal durante a quarta fase da operação Sangria.

A operação realizou a investigação de funcionários da Secretaria de Saúde do Amazonas, apurando se os mesmos celebraram contratos fraudulentos para o favorecimento de um grupo de empresários na construção do hospital de campanha Nilton Lins, que foi utilizado para combater a Covid.

Wilson Lima, governador do Amazonas, também é um alvo da ação. Ocorreram buscas nas casas de Lima e Campêlo, e houve a autorização de quebra dos sigilos bancário e fiscal de ambos por parte do Superior Tribunal de Justiça (STJ).

O governador também foi convocado pela CPI da Covid, e sua audiência estava marcada para a última quarta-feira (9). Entretanto, na véspera da mesma, o Supremo Tribunal Federal (STF) atendeu ao pedido de Wilson Lima e autorizou que ele não participasse da comissão.

Diante da convocação de Campêlo, os senadores pretendem utilizar a audiência para transferir ao ex-secretário questionamentos que seriam direcionados ao governador do estado.

“Os ordenadores de despesa não foram alcançados pela decisão do Supremo. Nós esperamos que o [ex-]secretário de Saúde do Amazonas possa esclarecer várias questões que nós gostaríamos de perguntar ao governador”, disse o senador Eduardo Braga (MDB-AM).