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Entidade reforça a necessidade de pacientes realizarem acompanhamento cardiológico diante o tratamento do câncer

Os índices de cura do câncer aumentam a cada ano, porém alguns cuidados adicionais são necessários

A evolução no tratamento contra o câncer, oriunda do avanço de pesquisas e do diagnóstico cada vez mais precoce, tem alcançado altos índices de cura e controle dessa doença, proporcionando uma melhora substancial na qualidade de vida dos pacientes. Contudo, apesar desse sucesso terapêutico, diversos efeitos colaterais podem ocorrer comprometendo vários sistemas orgânicos.

O coração é um dos órgãos que mais sofrem o impacto do tratamento do câncer devido aos efeitos tóxicos ocasionados pela quimioterapia, radioterapia ou imunoterapia, porém extremamente necessários para um resultado satisfatório. Essas complicações podem acometer pacientes de qualquer idade (crianças, adolescentes, adultos e idosos), durante ou após o tratamento, em curto, médio ou longo prazo.

“É de suma importância que pacientes realizem acompanhamento cardiológico diante do diagnóstico de um câncer. Essa área de trabalho conjunto entre a cardiologia e a oncologia, denominada Cardio-Oncologia, visa proporcionar condições mais seguras ao tratamento que, em termos gerais, é bastante complexo e não pode ser interrompido por eventos adversos que possam ser prevenidos, diagnosticados e tratados precocemente”, alerta a Dra. Verônica Santos, Médica Cardio-Oncologista Infantojuvenil da Sociedade Brasileira de Oncologia Pediátrica (SOBOPE).

Existem vários fatores de risco que aumentam as chances de complicações cardíacas diante do tratamento oncológico. A idade em que o paciente foi tratado é um fator importantíssimo, em especial nos mais jovens. Algumas situações de risco são consideradas inevitáveis, como a presença de malformações congênitas e predisposição genética individual com diferentes reações aos medicamentos. Outras, no entanto, são condições evitáveis, comumente encontradas em grande parte da população adulta, mas também na população infantojuvenil, por exemplo: hipertensão arterial, sobrepeso, sedentarismo, diabetes, tabagismo, uso excessivo de álcool, drogas ilícitas, dentre outras.

“Uma vez diagnosticado o câncer, o recomendável é que tanto o hematologista como o oncologista encaminhe o paciente ao cardio-oncologista para o devido reconhecimento prévio das condições da saúde cardiovascular, alinhamento das estratégias e medidas de proteção cardíaca e de acompanhamento permitindo um tratamento mais seguro”, explica a especialista.  “Após o término do tratamento, o acompanhamento cardio-oncológico deverá ser continuado por um período que dependerá das características de cada caso e da resolução entre os especialistas que acompanham o paciente. Ao longo da vida, alguns pacientes poderão desenvolver complicações cardiológicas tardias que precisam ser prontamente identificadas e tratadas em tempo hábil”, ressalta a Dra. Verônica.

“Cardio-Oncologia – O cuidado que seu coração precisa ao tratar de câncer”.

 

Sobre a SOBOPE

Fundada em 1981, a SOBOPE tem como objetivo disseminar o conhecimento referente ao câncer infantojuvenil e seu tratamento para todas as regiões do país e uniformizar métodos de diagnóstico e tratamento. Atua no desenvolvimento e divulgação de protocolos terapêuticos e na representação dos oncologistas pediátricos brasileiros junto aos órgãos governamentais. Promove o ensino da oncologia pediátrica, visando à divulgação e troca de conhecimento científico da área em âmbito multiprofissional.

Foto: Reprodução/ Taguacor

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Brenda Bezerra

Estudante de publicidade e propaganda, produtora de moda e criadora de conteúdo.

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