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Embaixada brasileira no Equador pede que turistas avaliem adiar viagens ao país

Governo equatoriano decretou estado de exceção na semana passada após protestos contra alta do combustível.

A Embaixada do Brasil em Quito emitiu nesta terça-feira (8) comunicado em que pede que turistas brasileiros considerem adiar qualquer viagem ao Equador enquanto durarem as manifestações contra o governo equatoriano. O país está em estado de exceção desde a quinta-feira passada, e ao menos um civil morreu nos protestos.

Além disso, a representação deu as seguintes recomendações a brasileiros:

  • Evitar circular por cidades como Quito, Cuenca e outras localidades nos Andes
  • Tomar precauções em Guayaquil e em cidades litorâneas ou amazônicas
  • Evitar trafegar por estradas equatorianas, especialmente nas províncias andinas
  • Ficar atento aos bloqueios de vias públicas e estradas
  • Levar em conta que serviços de transportes deverão ficar interrompidos durante os protestos
  • Verificar situação de aeroportos antes de viajar

No comunicado, a embaixada afirma não ter conhecimento de brasileiros detidos ou feridos nas manifestações.

“Cabe ressaltar que a comunidade brasileira no Equador é bem integrada. Não existe, por exemplo, brasileiro preso por qualquer crime no país”, diz a nota.

Na segunda-feira, dois brasileiros que saíram dos EUA em uma aventura de moto rumo ao Brasil, passando por 14 países, enfrentaram ameaças para conseguir entrar no Equador. Eles relataram que precisaram fugir e se abrigar em um ponto do exército.

Greve geral no Equador

A embaixada brasileira também alerta para a convocação de uma greve geral em Quito nesta quarta-feira (9). Para tentar conter a violência, o presidente do Equador, Lenín Moreno, decidiu retirar o governo da capital e transferir para a litorânea Guayaquil, maior cidade equatoriana.

O país enfrenta uma onda de protestos desde a disparada do preço dos combustíveis, que foi provocada pelo fim dos subsídios decretado pelo governo. A medida atende a um acordo assinado com o FMI para a concessão de um empréstimo de US$ 4,2 bilhões.

Durante o pronunciamento nesta segunda, Moreno reiterou que não voltará atrás nos ajustes econômicos. Ele disse que seu antecessor, Rafael Correa, e o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, querem desestabilizar seu governo. “O déspota do Maduro ativou com Correa seu plano de desestabilização”, declarou. O ex-presidente equatoriano, que governou entre 2007 e 2017, está atualmente na Bélgica.

Moreno foi eleito em 2017 pelo partido de esquerda Aliança País e foi apoiado por Correa. Após chegar ao poder, Lenín Moreno rompeu com o antecessor.

Fonte: G1
Foto: Reprodução

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Edinaele Santos

Jornalista, 21, trabalha na produção de conteúdos para o portal Siará News. "Escrever não é uma escolha, é um sintoma, não é meu trabalho é minha vida"

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