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Nesta quarta-feira, 10 de fevereiro, o Facebook anunciou que irá reduzir a exibição de conteúdo político para uma pequena porcentagem de pessoas, em um teste que será feito no Brasil, Canadá e Indonésia a partir desta semana.

“Durante esses testes iniciais, avaliaremos diferentes maneiras de classificar o conteúdo político no feed das pessoas, usando vários sinais para então decidir as abordagens que usaremos no futuro”, comunicou a rede social em nota.

Somente nas próximas semanas, o experimento será ampliado para usuários nos Estados Unidos. A plataforma não informou por quanto tempo essas medidas irão valer.

Os conteúdos referentes à política não irão desaparecer completamente do feed, mas a frequência de exibição será reduzida.

O Facebook afirmou que irá perguntar às pessoas que participarem dos testes o que elas acharam da experiência ao usar a rede durante o experimento.

Sob o novo teste, um algoritmo irá prever a probabilidade de um post conter temas políticos, independente de quem tenha publicado. A empresa não exemplificou o que considera um conteúdo político.

Conteúdos oficiais do governo e serviços não serão afetados pelas mudanças, segundo a companhia.

O presidente-executivo da rede social, Mark Zuckerberg, teria antecipado a iniciativa durante a apresentação do balancete da companhia. Na ocasião, ele também informou que a plataforma iria deixar de recomendar grupos políticos aos seus usuários.

“Um dos principais retornos que temos ouvidos de nossa comunidade é que as pessoas não querem que política e brigas tomem conta de suas experiências em nossos serviços”, disse o executivo.

“Claro, sempre será possível participar de discussões e grupos políticos, para quem quiser”, completou.

Conteúdo político gera engajamento?

Com base em dados dos EUA, o Facebook diz que o conteúdo político representa apenas 6% do que as pessoas visualizam na rede social.

Um levantamento da própria empresa em outubro de 2020, no entanto, mostrou que a maioria das páginas com mais engajamento (curtidas, comentários e compartilhamentos) abordam esses temas.

Os algoritmos das redes sociais favorecem conteúdos com mais engajamento por manterem as pessoas por mais tempo nos aplicativos.

O Facebook foi alvo de um boicote das grandes empresas no ano passado, que reivindicavam medidas mais rígidas contra a disseminação do ódio e de conteúdos racistas em sua plataforma.

Entretanto, a empresa alcançou quase US$ 86 bilhões em receitas durante todo o ano e gerou mais de US$ 29 bilhões em lucros, um aumento de 58% em relação ao mesmo período do ano passado.