(Imagem/Reprodução: Canva)

Discutir sobre formas de consumo, nos dias atuais, é tratar das consequências e impactos que as nossas ações provocam. Vivemos o tempo em que questionar como os valores de nossas ações presentes se refletirão no futuro é um tema recorrente e necessário. Assim, atualmente marca-se o declínio de uma era individualista e origina-se uma sociedade mais colaborativa e sustentável. E, ainda, a criatividade tem se tornado tema direcionador.

Mediante a situação turbulenta econômica e política que estamos vivenciando, a economia criativa se mostra como uma importante fonte de renda e geração de empregos. Como fica evidenciado no termo, criatividade e capital social são a matéria-prima para gerar um produto que dificilmente pode ser igualado por outra pessoa ou organização.

Uma peça de roupa, um filme, um game. Todos são exemplos de soluções que se enquadram na indústria da criatividade. E, a economia criativa está longe de ser um termo fechado, por mais que seja bastante difundido, estando presente já há algumas décadas.

Dado isso, as startups e as empresas pautadas no conceito de criatividade são provas de que esse segmento tem ganhado cada vez mais força e simpatizantes. Ao pensar em novas formas de desenvolvimento que não fiquem restritas somente a visão exclusiva de crescimento econômico, o conceito de Economia Criativa entra em cena, pois estabelece uma relação entre a tecnologia, a inovação, a cultura, a criatividade e a sustentabilidade.

A noção de Economia Criativa foi popularizada pelo professor  britânico John Howkins, em 2001, em seu livro The Creative Economy. O professor considera o termo como:

…Atividades nas quais resultam em indivíduos exercitando a sua imaginação e explorando seu valor econômico. Pode ser definida como processos que envolvam criação, produção e distribuição de produtos e serviços, usando o conhecimento, a criatividade e o capital intelectual como principais recursos produtivos.

Ou seja, o termo Economia Criativa envolve valor simbólico, abrangendo não só bens e serviços culturais, mas também brinquedos, jogos, entretenimento, entre outros setores que estejam relacionados com o capital intelectual .

Desde a década de 1980, a Indústria Criativa vem sendo reconhecida mundialmente, através da UNESCO, (Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura) por envolver uma diversidade de áreas, como a música, a arte, a literatura, a moda e o design; e as indústrias de mídia (rádio, publicações, produção cinematográfica e televisiva), entre outras.

No Brasil, as pequenas empresas são consideradas as mais criativas, pois têm uma força de trabalho jovem e com formação. Os setores mais representativos são os de moda, arquitetura e design movimentando cerca de 52 mil empresas.

As atividades culturais e criativas geram 2,64% do PIB brasileiro e são responsáveis por mais de um milhão de empregos formais diretos, segundo estudo da Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN), com base em dados do IBGE. Há no setor cerca de 250 mil empresas e instituições.

De acordo com estudo da consultoria PricewaterhouseCoopers, o setor cresceu entre 2013 e 2017 a uma taxa média anual de 8,1%, bem acima do conjunto da economia. A participação no PIB, por sua vez, é superior à de setores tradicionais, como as indústrias têxtil e farmacêutica. Tais dados mostram a relevância do setor.