Dois anos da morte da empresária Jamile e suspeito continua solto - Foto: Reprodução

Hoje, completa dois anos da morte da empresária Jamile de Oliveira Correia. O crime aconteceu em 30 de agosto de 2019, às 00h28. Foram divulgados registros de câmera de segurança do elevador de um prédio residencial de luxo no bairro Meireles, onde mostra o momento exato em que a empresária era socorrida pelo namorado e pelo filho adolescente, sangrando, após ser alvejada a tiros. 

Aldemir Pessoa Júnior, advogado e companheiro da empresária à época,  foi denunciado pelo crime. O advogado nunca foi preso e o caso nunca chegou à fase de instrução no Tribunal de Justiça do Ceará (TJCE), ou seja, está sendo aguardado marcações de audiências.

A empresária deu entrada no Instituto Doutor José Frota (IJF)  e tida como alguém que tentou suicídio, que foi o relato do namorado. Jamile realizou cirurgia, mas infelizmente não resistiu. O óbito chegou à Polícia Civil do Ceará (PCCE) que passou a investigar o caso.

Na investigação, mais de 40 pessoas foram ouvidas no 2º Distrito Policial, reprodução simulada dos fatos no apartamento, algumas perícias, e o resultado foi que Aldemir seria indiciado por feminicídio, fraude processual e por porte ilegal de arma de fogo de uso permitido, por ceder arma sem autorização e em desacordo com determinação legal.

O QUE DIZ A OAB

A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) informou por nota, que o processo está em sigilo até o seu término e durante todo o rito processual, em respeito aos princípios do contraditório e à ampla defesa, as partes podem recorrer das decisões do Tribunal de Ética e Disciplina.

“Necessário esclarecer que a jurisdição disciplinar é independente e autônoma da comum, atendendo ao princípio da independência entre as instancias penal, civil e administrativa”, disse a OAB.