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Dia Nacional de Combate ao Câncer Infantil: Diagnóstico precoce é fundamental

Diferente do modo como atinge os adultos, o câncer infantil na maioria das vezes afetam as células do sistema sanguíneo e os tecidos de sustentação. São mais fortes e agressivos, avançam ainda mais rápido e por parecerem com doenças comuns, acabam passando despercebido pelos pequenos. O fato é que, ainda assim, com o diagnóstico precoce, são as crianças que correspondem melhor à quimioterapia. Por esse motivo, se faz tão necessário a identificação dos sintomas. 

De acordo com Isis Magalhães, coordenadora de oncologia e hematologia do Hospital da Criança José de Alencar de Brasília (DF), o diagnóstico precoce é crucial na luta contra a doença quando o paciente é uma criança. “A nossa principal ação médica é diagnosticar precocemente. Para isso, a gente depende do médico pediatra geral que vai estar com a criança regularmente. Também nós dependemos da conscientização desses médicos de entrar no diagnóstico diferencial. De investigar a possibilidade de câncer”, alerta a médica.

Com o objetivo de auxiliar os pais, o Instituto Nacional de Câncer (Inca) lançou uma cartilha com os sintomas mais comuns no caso de tumores em criança. Sintomas esses que, caso persistam por 7 a 10 dias, precisam ser investigados o mais rápido possível por profissionais de saúde. 

Os principais sintomas são: 

  • Palidez, hematomas ou sangramento, dor óssea
  • Caroços ou inchaços – especialmente se indolores e sem febre ou outros sinais de infecção
  • Perda de peso inexplicada ou febre, tosse persistente ou falta de ar, sudorese noturna
  • Alterações oculares – pupila branca, estrabismo de início recente, perda visual, hematomas ou inchaço ao redor dos olhos
  • Inchaço abdominal
  • Dores de cabeça, especialmente se incomum, persistente ou grave, vômitos (em especial pela manhã ou com piora ao longo dos dias)
  • Dor em membro ou dor óssea, inchaço sem trauma ou sinais de infecção
  • Fadiga, letragia, ou mudanças no comportamento, como isolamento
  • Tontura, perda de equilíbrio ou coordenação

As mudanças no comportamento dos filhos são de suma relevância para o diagnostico. A oncologista do Hospital da Criança, Ísis Magalhães, indica que os profissionais de saúde ouçam os pais e as cuidadoras, que por estarem a maior parte do tempo com as crianças, são os primeiros a reparar em qualquer sinal de mudanças na saúde dos pequenos.

A leucemia, na atualidade, é o câncer pediatra mais comum em crianças e adolescentes. Por se tratar da diminuição dos glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas, a leucemia pode facilmente ser observada em exames de sangue como também em alguns sintomas.

Os desafios da medicina na luta contra o câncer infantil

Esses e os demais tumores que aparecem nas crianças têm uma peculiaridade em comum: não são tão previsíveis como os cânceres mais frequentes em adultos, como o câncer de pulmão, que na maior parte dos casos, surge em decorrência do tabagismo.

Ainda que, atualmente, a arma mais importante contra o câncer seja a quimioterapia, um dos maiores problemas é a mortalidade por conta infecções oportunistas decorrentes da doença e do tratamento. Ainda assim, por serem tão jovens, são as crianças que respondem melhor a este processo do que os adultos.  Amenizar essas complicações tóxicas tem se tornado um desafio para a medicina.

Fonte: Ministério da Saúde
Foto: Pixabay

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