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Esconde-esconde, pega-pega, adedonha, pular corda. Certamente, essas e outras brincadeiras fizeram parte da infância de diversas pessoas. Mas, o que pode parecer apenas coisa de criança traz consigo inúmeras oportunidades para o desenvolvimento infantil. De acordo com a psicopedagoga, Emanuella Queiroz, é durante a brincadeira que a criança aprimora suas habilidades.

“Brincar é importante porque é um recurso facilitador para a aprendizagem. Enquanto brincam, as crianças aprimoram as áreas sociais, motoras, de planejamento, de memória, de autocontrole, entre outras. Inclusive, estudos apontam que o ato de brincar aumenta o número de ligações entre os neurônios e possibilita a aquisição de novas habilidades”, afirma.

Ainda de acordo com a psicopedagoga, jogos como o quebra-cabeça, por exemplo, trabalha a percepção visual, planejamento, raciocínio-lógico e concentração. E essas habilidades sempre são úteis em um ambiente de trabalho profissional. “Outra brincadeira bastante comum é montar blocos. Com ela, é possível auxiliar a coordenação motora fina (das mãos), na tolerância à frustração (quando a criança tenta e não consegue realizar o encaixe), concentração, foco, planejamento e persistência (quando a criança tenta de maneiras diferentes realizar um encaixe)”, comenta.

Além disso, aquele famoso ‘cadê a mamãe’, no esconde-esconde, ajuda os bebês na fase da angústia da separação porque ele vai começar a perceber que a mãe desaparece, mas volta a aparecer. E brincar de massinha, pintar e rasgar papel, por exemplo, auxiliam na habilidade motora de escrever, uma vez que vai trabalhar o tônus muscular, a pega do lápis e outras habilidades.

Emanuella destaca ainda a importância de deixar a imaginação fluir a partir do uso de brinquedos não estruturados, ou seja, aqueles objetos que não têm uma finalidade específica de brincadeira.  “Podem ser oferecidos materiais da natureza, objetos do cotidiano, utensílios de cozinha (peneira, panela), caixas de papelão, bucha vegetal e outros materiais. Dessa forma, os brinquedos não estruturados possibilitam que a criança explore, teste e crie novas possibilidades, contribuindo para o desenvolvimento cognitivo”.D

Vale ressaltar também que a criança leva o que aprende na brincadeira para as situações reais da vida e vice-versa. “Sabe aquele momento em que a criança se depara com uma questão da escola e que não está sabendo resolver? Quando ela está acostumada a explorar e a criar, ela vai primeiro buscar novas soluções para a questão e não vai desistir diante a primeira dificuldade. Porém, ela aprendeu isso na brincadeira, de maneira simbólica. E agora, ela transfere para a realidade os seus ensinamentos”, finaliza a psicopedagoga.

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