Brasil anuncia compra de 20 milhões de doses da Covaxin | Foto: AFP

Integrantes da CPI da Covid receberam a informação que o presidente da república Jair Bolsonaro foi alertado pessoalmente sobre irregularidades na compra da vacina indiana Covaxin.

Segundo a informação, o aviso foi feito pelo deputado federal Luis Claudio Miranda (DEM-DF), que é irmão do chefe do Departamento de Logística em Saúde do Ministério da Saúde, Luis Ricardo Miranda. O mesmo já havia falado que tinha sido pressionado para favorecer a Precisa Medicamentos, que intermedia a compra da vacina.

Luis Ricardo prestou depoimento ao Ministério Público Federal sobre o grande interesse do Ministério da Saúde em negociar a importação da vacina por meio da Precisa, representante no Brasil da empresa que fabrica a vacina indiana, Barath Biontech.

A Procuradoria da República no Distrito Federal apontou “temeridade do risco assumido pelo Ministério da Saúde” na compra da vacina indiana e propôs levar o caso da esfera civil para a criminal, no intuito de apurar o contrato do governo com a Precisa.

Os indícios mostram possíveis irregularidades no contrato, isso se dá pela discrepância do custo do imunizante, foi comprado 200 milhões de doses por R$ 1,6 bilhão. O que significa que cada dose custou US$ 15 dólares, preço superior de outras vacinas internacionais.