Foto: Reprodução

Nesta quinta-feira (10) a CPI da Pandemia aprovou a quebra dos sigilos telefónico e telemático, incluindo os ex-ministros Eduardo Pazuello (Saúde) e Ernesto Araújo (Relações Exteriores) e Mayra Pinheiro, secretária de Gestão do Trabalho e Educação do Ministério da Saúde.

Antes da apresentação dos requerimentos pelo relator da CPI, senador Renan Calheiros, o senador Marcos Rogério se opôs às votações, argumentando que a quebra de sigilo não deveria ser aplicada a pessoas que não foram ouvidas pela comissão.

O Senador Omar Aziz, presidente da CPI ignorou a questão e deu prosseguimento à sessão. “Os requerimentos estão, devidamente, fundamentados (…) Se houver qualquer excesso, os interessados podem recorrer ao Judiciário.”

Outros tiverem seus nomes envolvidos no requerimento como, assessor internacional da Presidência da República, Filipe Martins. O empresário Carlos Wizard e o virologista Paolo Zanotto, estão sendo citados pois são acusados de fazer parte do suposto “gabinete paralelo” que orientaria o presidente Jair Bolsonaro no enfrentamento da pandemia. No total 23 pedidos de quebra de sigilo telefônico e telemático foram aprovados.

Wilson Lima não compareceu à CPI

Hoje o Governador do Amazonas deveria comparecer à CPI, no entanto, seu advogado Nabor Bulhões afirmou que o mesmo não iria, de acordo com Bulhões “A convocação teve motivação política. Transformar a sessão de oitiva dele em cerimônia de exposição e degradação”.

O depoimento estava marcado para às 9h. No entanto, a ministra Rosa Weber concedeu um habeas corpus ao Governador por compreender que na condição de investigado ele não é obrigado a se apresentar como testemunha porque tem garantido seu direito de não se autoincriminar.

Randolfe deseja fazer novas convocações de executivos

O  vice-presidente da CPI da Covid, senador Randolfe Rodrigues, anunciou que vai pedir a convocação de executivos da empresa farmacêutica EMS e também vai solicitar a quebra de sigilo da EMS e da Apsen.

Segundo reportagem feita pela Globo, o presidente Jair Bolsonaro fez contato direto com duas empresas privadas solicitando ao primeiro-ministro da Índia, Narendra Modi, em abril do ano passado que acelerasse a exportação de insumos para a fabricação de hidroxicloroquina, medicamento comprovado que não tem ineficácia contra a Covid-19.

Randolfe declarou, “Estou protocolando e solicitando que seja colocado na pauta para a apreciação na semana que vem os requerimentos de convocação de executivos da EMS e da quebra de sigilos das empresas Apsen e EMS em decorrência dos notórios acontecimentos e elementos e indícios que temos no âmbito desta comissão”.