Nesta sexta-feira (9) a CPI da Pandemia interroga William Amorim Santana, técnico da divisão de importação, do Ministério da Saúde. Os senadores buscam mais informações sobre as negociações do governo para aquisição de 20 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 produzida na Índia, Covaxin.

O nome de William Amorim Santana foi citado em dois depoimentos prestados à CPI. Na última terça-feira (6), a servidora Regina Célia Oliveira, fiscal do contrato da Covaxin, disse que Santana teria apontado divergências na invoice (nota fiscal) da Covaxin.

E também foi constatado no depoimento dos irmãos Miranda. Luis Ricardo Miranda, servidor do Ministério da Saúde, disse ter sofrido pressões atípicas, dentro da pasta, para agilizar a negociação da Covaxin. Para os senadores, William Santana poderá confirmar se a suposta pressão realmente aconteceu.

A negociação, que custou R$ 1,6 bilhão, é alvo de investigações pela CPI, Ministério Público Federal, da Polícia Federal e do Tribunal de Contas da União (TCU). O contrato foi suspenso pelo governo no dia 29 de junho, devido aos indícios de irregularidades.

A senadora Simone Tebet (MDB-MS) defendeu a convocação de William Santana. Segundo ela, William foi o “verdadeiro fiscal do contrato”, pois ele relatou irregularidades nas documentações.

O autor do requerimento de convocação, o senador Randolfe Rodrigues (Rede-AP), vice-presidente da CPI, afirmou que a comissão já desvendou “graves fatos” relacionados à compra da Covaxin.

“O convocado, William Santana, é servidor do Ministério da Saúde, e, nessa condição, tem conhecimento de informações relevantes sobre esse contrato”, afirmou Randolfe.

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