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Caso Jamile: laudo diz que namorado bateu na empresária com o braço dentro do carro antes de tiro

A Perícia Forense do Ceará (Pefoce) analisou um vídeo no qual mostra Jamile de Oliveira Correia e o namorado Aldemir Pessoa Júnior chegarem em um carro no condomínio da empresária, minutos antes dela ser atingida com um tiro que a matou. O laudo do exame conclui que o homem fez um movimento brusco e atingiu a mulher, o que causou um impacto no corpo da mesma.

Para a Polícia Civil, Aldemir deu um murro em Jamile nesse momento. Instantes depois, a empresária aparece em um vídeo do circuito de monitoramento do prédio entrando no elevador com um hematoma no olho esquerdo.

“É possível inferir que ocorre, entre toda a movimentação observada no interior do veículo, um instante no qual há uma extensão mais brusca do braço direito do motorista, que ocasiona um impacto físico aproximadamente à altura da linha do ombro do caroneiro, causando um deslocamento do terço médio do corpo deste, constatado por saída de inércia do terço superior nas imagens”, constata o exame, finalizado na última sexta-feira (31).

O perito ressalta “que não é possível afirmar – unicamente através da análise desta gravação em vídeo – o exato ponto onde o motorista do veículo atinge com o término deste movimento”. A análise foi dificultada pela qualidade técnica do vídeo e devido ao fumê do carro, mas chegou à essa conclusão com o auxílio de diversos programas de computação.

Um perito criminal ouvido pela reportagem, que preferiu não se identificar, explicou que o laudo aponta para uma aparente agressão cometida pelo motorista (no caso, Aldemir) contra o passageiro (Jamile).

Foto: Reprodução do laudo da empresária

A investigação da Polícia Civil aponta que o casal teve uma discussão na chegada ao condomínio, localizado no bairro Meireles, área nobre de Fortaleza, na noite de 29 de agosto de 2019. Durante essa agressão, Aldemir teria esmurrado Jamile, que aparece em um vídeo entrando no elevador com um hematoma no olho. Minutos depois, Jamile sofreu um disparo no peito, dentro do apartamento, e foi levada ao Instituto Doutor José Frota (IJF), onde morreu no dia 31 de agosto seguinte.

O caso foi informado ao hospital como suicídio, mas começou a ser entendido como feminicídio pelo 2º DP (Aldeota), da Polícia Civil, com o passar das investigações. O advogado Aldemir Pessoa Júnior, então, passou a ser tratado como suspeito, mas segue em liberdade.

Fonte: Diário do Nordeste

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Edinaele Santos

Jornalista e Produtora, 22. Além de registrar fatos, o jornalismo escreve histórias que serão contadas por gerações.

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