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Caetano Veloso processa pesquisadora do Butantan que o chamou de ‘macaco pedófilo’

O cantor de MPB, Caetano Veloso, entrou com uma ação no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro por danos morais contra a farmacêutica Maria Carla Petrellis. A atitude resultou devido no ano 2018, ela ter usado o Twitter para chamar o cantor e compositor de “macaco pedófilo”.

O tuíte responde a uma publicação da revista Fórum sobre a condenação do blogueiro Flávio Morgenstern, que na época havia sido condenado a pagar R$ 120 mil de indenização a Caetano pelo uso da hashtag #CaetanoPedófilo.

Para fundamentar a crítica, a farmacêutica incluiu um print de matéria do jornal Folha de São Paulo em que Paula Lavigne atesta ter perdido a virgindade aos 13 anos com o cantor, na época com 40 anos. Os dois ficaram casados entre 1986 e 2004. Em 2016, eles se reconciliaram, embora a relação sempre tenha sido amigável.

Uma decisão de antecipação de tutela concedida pelo juiz Luiz Antonio Valiera do Nascimento, da 39ª Vara Cível do Rio, estabeleceu que a publicação seja excluída imediatamente sob pena de multa diária de R$ 1.500.

Na nota, o juiz reitera que a probabilidade de que Caetano tenha direito à indenização por danos morais é “evidente e inquestionável”, já que a publicação é ofensiva e preconceituosa, além de conceder ao autor um fato determinado como crime. A decisão é de 9 de dezembro e o prazo para cumprimento da pena era de 24 horas a partir do recebimento da intimação.

Apesar disso, ainda era possível ver o tuíte de forma pública na página de Petrellis nesta segunda-feira, 11 de janeiro. Além disso, ela tornou a usar os mesmos termos em outras publicações feitas no ano de 2019, desta vez com o youtuber Felipe Neto como alvo.

Segundo o seu currículo lattes, Petrellis é farmacêutica industrial formada pela Universidade São Francisco, com mestrado em farmacologia pela Unicamp e doutorado na mesma área pela Universidade de São Paulo. Desde 2019, ela desenvolve uma pesquisa de pós-doutorado no Instituto Butantan, em São Paulo, com bolsa da Fapesp (Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo).

No Repositório do Instituto Butantan, destinado a reunir a produção científica da instituição, é possível encontrar um artigo que ela assina com colegas. O tema é o efeito da terapia celular com células-tronco mesenquimais (encontradas principalmente na medula óssea) no melanoma murino B16-F10 (uma linhagem altamente agressiva e que possui grande capacidade de gerar metástase pulmonar).

Em suas redes sociais, ela se apresenta como farmacologista e pesquisadora do Laboratório de Biologia Molecular do Instituto Butantan, em São Paulo.

Com informações Diário do Nordeste 

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Mayara Simão

Produtora de Moda, Empreendedora e estagiária de Criação de Conteúdo da WebRádio Siará News.

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