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Segundo o Ministério das Relações Exteriores, em nota divulgada na última segunda-feira, 15, o Brasil está pronto para cooperar com a nova diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC), Ngozi Okonjo-Iweala. O Itamaraty afirmou que “congratula-se com os demais países-membros da OMC pela escolha de Okonjo-Iweala”, em reunião virtual do Conselho Geral realizada na segunda.

De acordo com o MRE, o Brasil trabalhará em conjunto com Okonjo-Iweala “para fortalecer a OMC em sua missão fundamental de promover o livre comércio entre economias de mercado; estimular as reformas necessárias à organização nos seus três pilares (negociações, solução de controvérsias e transparência); e assegurar resultados realistas e ambiciosos na 12ª Conferência Ministerial da OMC em 2021, especialmente em agricultura”, diz a nota.

Também, o Itamaraty acrescenta que o “Brasil continuará trabalhando por um sistema multilateral de comércio com regras que favoreçam a prosperidade econômica e a geração de renda e empregos para os brasileiros”.

“Okonjo-Iweala, de nacionalidade nigeriana, substitui o embaixador Roberto Carvalho de Azevêdo no cargo de diretor-geral da OMC. Tal qual o Embaixador Azevêdo, a nova diretora-geral apresenta a combinação de liderança política e capacidade técnica, fundamentais para lidar com os desafios que hoje enfrentam a OMC e o sistema multilateral de comércio”.

O Itamaraty destacou ainda que, para o Brasil, a OMC “permanece como alicerce central do sistema multilateral de comércio”.

Nigeriana é a primeira mulher, africana e negra a comandar OMC

Nessa segunda-feira, 15, a nigeriana Ngozi Okonjo-Iweala foi nomeada como diretora-geral da Organização Mundial do Comércio (OMC) e se tornará a primeira mulher, africana e negra a ocupar o cargo.

Ngozi, 66 anos, foi a primeira mulher ministra das Finanças e das Relações Exteriores na história da Nigéria e tem um quarto de século de carreira como economista no Banco Mundial.

Ela era a única candidata ao comando da OMC desde o início de fevereiro, quando a sul-coreana Yoo Myung-hee desistiu da disputa. Sua nomeação foi decidida em uma sessão virtual reunindo os Estados-membros do organismo. Ngozi substitui o brasileiro Roberto Azevêdo, que deixou o cargo em 31 de agosto de 2020, um ano antes do fim de seu mandato, alegando motivos “pessoais”.