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Bolsonaro diz que chefe da Secom continua no cargo

O presidente Jair Bolsonaro disse nesta quinta-feira (16) que o secretário especial de Comunicação Social da Presidência da República (Secom), Fabio Wajngarten permaneceria no cargo. O presidente afirmou que, pelo que ele analisou até agora, “está tudo legal” com Wajngarten.

“Não vou te responder isso daí” disse Bolsonaro, na saída do Palácio da Alvorada, questionado sobre se Wajngarten deveria deixar sua empresa. “Se for ilegal, a gente vê lá na frente. O que eu vi até agora, está tudo legal com o Fabio. Vai continuar. É um excelente profissional. Se fosse um porcaria igual alguns que tem por aí, ninguém estaria criticando ele”.

Nesta quarta-feira (15), o jornal Folha de S. Paulo revelou que a empresa da qual Wajngarten tem 95% da sociedade mantém contratos com emissoras de televisão e agências de publicidade que atendem o governo. É tarefa da Secom direcionar os recursos de propaganda do Palácio do Planalto. O caso será analisado pela Comissão de Ética Pública da Presidência da República em sua primeira reunião do ano, no próximo dia 28. O secretário nega ter cometido irregularidades.

Chefe da Secom divide opiniões

Personagem da mais nova crise no Palácio do Planalto, Wajngarten divide opiniões no governo e na própria família Bolsonaro. Apesar de receber elogios do presidente, a atuação do secretário passou a ser criticada no final do ano passado pelo vereador Carlos Bolsonaro, seu aliado quando chegou ao cargo há dez meses.

Wajngarten é próximo do advogado Frederick Wassef, atualmente à frente da defesa do senador Flávio Bolsonaro no caso envolvendo seu ex-asssessor Fabrício Queiroz e o suposto esquema de “rachadinha” no gabinete na Assembleia Legislativa do Rio.

No primeiro momento, o Planalto tratou o assunto como “mentira absurda, ilação leviana”, mas, ao longo de todo a quarta-feira, a pressão aumentou e integrantes do governo dizem que a postura agora é de cautela. Após a reunião no fim do dia, convocada às pressas pelo presidente Bolsonaro para que o secretário apresentasse documentos relativos à sua empresa, a ordem é esperar apuração dos fatos.

Bolsonaro foi alertado pelo ministro da Controladoria-Geral da União (CGU), Wagner Rosário, que se Wajngarten não fez declarações oficiais corretamente sobre vínculo com empresa, o único caminho é que ele peça para deixar o governo.

Foto: Reprodução

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Edinaele Santos

Jornalista e Produtora, 22. Além de registrar fatos, o jornalismo escreve histórias que serão contadas por gerações.

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