(Brasília - DF, 27/07/2021) Palavras do Presidente da República, Jair Bolsonaro. Foto: Alan Santos/PR

O presidente Jair Bolsonaro apresentou ao Congresso nesta segunda-feira (9) um projeto para mudar o nome do programa social Bolsa Família, um dos mais populares do governo Lula, e aumentar seu valor em 50%.

A ampliação do programa, que depende de outras votações no Congresso, ocorre em meio à queda da popularidade do presidente, que pretende ser reeleito.

“Sabemos que a pandemia trouxe uma inflação dos alimentos para o mundo todo, então nós não podemos deixar de desassistir exatamente os mais vulneráveis. Então, já decidido por nós, é uma proposta mínima de 50% para o Bolsa Família, que agora chama-se Auxílio Brasil”, disse Bolsonaro ao entregar pessoalmente o decreto ao presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira.

Bolsonaro estava acompanhado por seu ministro da Economia, o liberal Paulo Guedes, e seu chefe de gabinete, Ciro Nogueira.

Criado em 2003 pelo governo de Luiz Inácio Lula da Silva e chave de sua popularidade durante seus dois mandados (2003-2010), o programa Bolsa Família atualmente paga uma média de 190 reais a cerca de 14,6 milhões de brasileiros pobres.

Com o Auxílio Brasil, o governo prevê aumentar o benefício para cerca de 300 reais e atender mais de 16 milhões de brasileiros.

O valor exato do benefício e dos recursos que vão financiá-lo devem ser definidos nos próximos meses, uma vez aprovado o orçamento de 2022, que o Executivo deve apresentar até 31 de agosto.

O governo pretende que o Auxílio Brasil entre em vigor em novembro, após o fim do auxílio emergencial pela pandemia em outubro, que só em 2020 custou aos cofres do Estado 230,98 bilhões de reais.

O presidente Bolsonaro registra a pior aprovação desde que assumiu o poder em janeiro de 2019 e as últimas pesquisas indicam que ele seria derrotado por Lula na próxima eleição.

O governo está sendo investigado por possíveis omissões no enfrentamento da pandemia que deixou mais de 560 mil mortos no país. Bolsonaro também enfrenta uma investigação judicial por suspeitas de prevaricação, por não ter reportado indícios de corrupção na compra de vacinas contra a covid-19.