Ugur Sahim e a esposa Ozlem Tureci, fundadores da BioNTech, durate evento em Berlim em 19 de março de 2021 | AFP

O fundador e diretor do laboratório BioNTech, Ugur Sahin, declarou nesta quarta-feira que confia na eficácia de sua vacina, desenvolvida em parceria com o grupo americano Pfizer, contra a variante indiana da covid-19.

“Ainda estamos fazendo testes, mas a variante indiana apresenta mutações que já estudamos e contra as quais nossa vacina atua, então estou confiante”, afirmou Sahin.

A variante B.1.617, conhecida como variante indiana por ter sido detectada pela primeira vez no país, já foi registrada em pelo menos 17 nações, incluindo Reino Unido, Estados Unidos, Bélgica, Suíça e Itália, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

“A vacina foi produzida de forma inteligente e estou convencido de que o bastião vai persistir. E se tivermos que fortalecer novamente, então vamos fazer isto, não estou preocupado”, acrescentou.

A BioNTech já testou sua vacina em mais de 30 variantes e em cada ocasião obteve, no mínimo, uma “resposta imunológica suficiente”, explicou.

O diretor do laboratório alemão especializado em RNA mensageiro e que se tornou pioneiro na imunização contra a covid-19, também anunciou que sua vacina, usada na União Europeia (UE) e nos Estados Unidos desde dezembro, receberá em breve a aprovação das autoridades chinesas.

O cientista também se mostrou favorável a uma flexibilização das restrições para as pessoas vacinadas, mas pensa que “não deve acontecer de maneira muito rápida porque provocaria ciúmes”.

Quando 50% ou 60% dos europeus estiverem vacinados, no fim de maio ou junho, uma “grande parte da população” poderá ser beneficiada pelas flexibilizações”, opinou.

AFP