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Na última terça-feira, 26 de Janeiro, o  presidente dos EUA, Joe Biden, assinou uma série de ordens executivas (medidas provisórias) apresentadas como o início de um grande esforço para erradicar o racismo sistêmico nos Estados Unidos.

Os decretos presidenciais visam fortalecer as leis contra a discriminação às minorias em questões habitacionais,combater a xenofobia contra os norte-americanos de origem asiática e ampliar a força das comunidades indígenas no país. Uma medida particularmente bem recebida foi a eliminação dos contratos do Departamento de Justiça com as penitenciárias privadas, compreendida como um passo para a igualdade perante a Justiça penal.

“Candidatei-me à presidência porque acredito que estamos em uma batalha pela alma desta nação. E a pura verdade é que nossa alma estará aflita enquanto se permitir que persista o racismo sistêmico (…). Ele é corrosivo e destrutivo”, declarou o novo mandatário na Casa Branca.

Cumprindo uma de suas promessas, Biden se desfez da “nociva” e “ofensiva” Comissão 1776, um comitê formado pelo Governo de Donald Trump contra as “ideologias falsas e de moda” que ensinam a história norte-americana nas escolas como uma narrativa de “opressão e vitimismo”, uma “educação mais patriótica”. Os historiadores criticaram maciçamente o trabalho dessa comissão. Biden afirmou “A unidade e a cura devem começar com a compreensão e a verdade, não com a ignorância e a mentira”, 

A desigualdade racial nos Estados Unidos é uma marca notória. Um dos assuntos que mais preocupam os afro-americanos tem a ver com o acesso justo à moradia. As ordens executivas que foram assinadas por Biden, obrigarão o Departamento de Moradia e Desenvolvimento Urbano a tomar medidas necessárias para “reparar as políticas habitacionais federais racialmente discriminatórias que há gerações vêm contribuindo para a desigualdade da riqueza”, segundo uma nota da Casa Branca.

O novo presidente deixou a perceber que este era só o começo de seus esforços por curar as feridas abertas do racismo no país e recordou a morte de George Floyd, um homem negro que foi vítima da brutalidade policial e se tornou símbolo das maciças manifestações “Black Lives Matter” que percorreram o país no ano de 2020 . “Esses oito minutos e 46 segundos que tiraram a vida a George Floyd abriram os olhos de milhões de norte-americanos e milhões de pessoas em todo mundo”, afirmou Joe. “Foi um joelho no pescoço da justiça, e não será esquecido”, acrescentou, referindo-se à maneira como Floyd morreu, sufocado no chão por um agente.

“As provas são claras: investir em igualdade é bom para o crescimento econômico e gera empregos para todos os norte-americanos”, afirmou Susan Rice, diretora do Conselho de Política Nacional, que provavelmente vai colaborar com o compromisso do Governo com a diversidade, a igualdade, a inclusão e a acessibilidade, baseando-se no trabalho iniciado no Governo de Barack Obama, no qual atuou como assessora de Segurança Nacional.

Na semana passada, Biden firmou uma ordem executiva estabelecendo que todos os órgãos governamentais ponham a igualdade racial no centro de suas ações durante o próximo mandato.

“Promover a igualdade para todos é responsabilidade de todo o nosso Governo”, apontou. 

Com informações de El País