Biden diz que vai 'agir rápido' em plano de alívio econômico - AFP

O presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, prometeu nesta sexta-feira (5) que vai “agir rápido” para aliviar a crise induzida pela covid-19, em um discurso para impulsionar o plano de estímulo que se negocia no Congresso.

“Vou agir rápido e gostaria de fazer isso com o apoio dos republicanos”, afirmou Biden na Casa Branca depois que o boletim de emprego de janeiro mostrou poucos números de criação de postos de trabalho, o que coloca a recuperação em risco.

No primeiro mês do ano, o índice de desemprego caiu 0,4 pontos percentuais até 6,3%, mas a economia somou 49.000 empregos, levemente abaixo do esperado por analistas, segundo as estatísticas mensais.

“Podemos reduzir o sofrimento neste país”, afirmou o presidente democrata que tenta impulsionar a aprovação de um plano de estímulo por 1,9 trilhão de dólares, com o qual espera sustentar a atividade enquanto o país enfrenta a pandemia.

A base do plano é garantir a distribuição de vacinas e a entrega de cheques de ajuda por cerca de 1.400 dólares para as pessoas, com o objetivo de alimentar o consumo, que move a  economia.

“Vejo muito sofrimento neste país, muita gente sem trabalho, muita gente que tem fome”, afirmou Biden.

O presidente democrata destacou em uma breve mensagem antes de seu discurso que o setor privado criou somente 6.000 empregos no primeiro mês do ano.

“Neste ritmo, vamos levar dez anos para chegar ao pleno emprego”, estimou o presidente americano antes de se reunir com os líderes democratas da Câmara de Representantes.

Os dados de emprego foram publicados em um momento em que o Senado aprovou uma resolução orçamentária impulsionada pelos democratas que abre o caminho para o plano integral de alívio econômico com uma maioria simples, evitando um bloqueio dos republicanos.

Na saída da reunião com Biden, a líder da Câmara dos Representantes, a democrata Nancy Pelosi, expressou que esperam enviar uma proposta ao Senado em duas semanas.

Foto: AFP