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Após reunião com prefeitura, Sindifort vai discutir reajuste salarial dos servidores municipais em assembléia

Categoria acumula perdas salariais que chegam a 15,94% desde o enquadramento salarial em 2008

Diretores do Sindicato dos Servidores e Empregados Públicos do Município de Fortaleza (Sindifort) participam de reunião na tarde desta segunda-feira (9) com a Prefeitura Municipal para tratar sobre o reajuste salarial que deve ser concedido aos servidores do Município a partir de janeiro de 2020. A reunião foi marcada pelo secretário de Planejamento, Orçamento e Gestão, Philipe Nottingham, e acontece um dia antes da assembleia geral de abertura da Campanha Salarial da categoria, que acontece nesta terça-feira (10), às 9h, na Praça da Bandeira.

Os servidores de Fortaleza acumulam perdas salariais que chegam à casa dos 15,94% desde maio de 2008, período em que foram criados os atuais Planos de Cargos (PCCS) que estabelecem o enquadramento salarial da categoria. É o que revela estudo feito pelo economista e professor da Universidade Federal do Ceará (UFC) Aécio Oliveira, tendo como referência o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA).

Apenas considerando as duas gestões do prefeito Roberto Cláudio, os servidores municipais tiveram defasagem salarial de aproximadamente 4,24% entre os anos de 2013 e 2018. Em 2017, por exemplo, a categoria não teve nenhum reajuste salarial. O estudo ainda alerta sobre a inflação da Região Metropolitana de Fortaleza, que está acima da média nacional e aponta que o aumento progressivo da Receita Corrente Líquida (RCL) da Prefeitura de Fortaleza desde 2016 não tem refletido em melhorias nos salários dos servidores.O relatório Focus projeta a inflação de 2019 em 3,52%.

“O gasto com folha de pessoal tem se mantido muito abaixo limite máximo de 54% definido pela Lei de Responsabilidade Fiscal. Isso significa que o poder de compra dos servidores poderia ser recuperado e até mesmo um aumento real dos salários poder ser concedido sem que a Prefeitura comprometa o orçamento”, explica Nascelia Silva, presidente do Sindifort.

Para Anderson Ribeiro, diretor de Mobilização da entidade e que também participa da reunião de hoje com a Prefeitura, “esperamos que a gestão municipal apresente uma proposta digna de reajuste e também que garanta os pisos salariais dos professores e de outras categorias como agentes comunitários de saúde e de combate às endemias. Tudo o que a Prefeitura apresentar será levado para avaliação dos servidores na assembleia de terça-feira”.

Além do reajuste, a pauta da Campanha Salarial ainda inclui reivindicações que envolvem a garantia de aposentadoria por meio do Instituto de Previdência do Município (IPM), e a realização de concursos públicos. A Campanha Salarial também tem pautas gerais como a luta pela manutenção da estabilidade dos servidores públicos, contra a redução e o congelamento de salários e os demais ataques aos direitos dos trabalhadores feitos pelo governo de Jair Bolsonaro.

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