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Após dois anos de queda, casos de dengue crescem 149% no Brasil

Balanço já aponta 55 mil casos, contra 22 mil em janeiro de 2018

Depois de mais de dois anos em queda, a dengue voltou a avançar no país. Dados de novo boletim epidemiológico do Ministério da Saúde apontam 54.777 casos prováveis da doença até o dia 2 de fevereiro, 149% a mais do que no mesmo período de 2018. Naquela época, foram registrados 21.992 casos.

Ao todo, 15 estados tiveram crescimento nos casos de dengue em comparação ao ano passado. Lideram a lista de registros São Paulo, que já soma 17 mil casos, e Minas Gerais, com 12 mil. Também já foram registradas cinco mortes pela doença. Destas, duas ocorreram em Goiás. As demais ocorreram em São Paulo, Tocantins e Distrito Federal.

No Rio Grande do Sul, o número de municípios gaúchos considerados infestados pelo mosquito aumentou: passou de 62, em 2010, para 320 em 2019 — o que atinge 9,7 milhões de pessoas, 86% da população gaúcha.

A situação tem levado autoridades de saúde a aumentar o alerta sobre o combate de focos do mosquito transmissor, o Aedes aegypti. O verão é considerado o período mais favorável à reprodução do mosquito.

Os primeiros sinais do avanço da dengue, no entanto, já haviam sido registrados no ano passado, quando levantamentos apontaram alta infestação de Aedes aegypti em 1 a cada 4 municípios do país.

Com isso, o ano de 2018 também fechou com crescimento de 11% no total de casos da doença. O panorama interrompeu uma sequência de queda nos registros, a qual vinha sendo registrada desde 2016.

Até então, a redução era atribuída ao maior controle do mosquito vetor em meio à emergência devido aos casos de zika e microcefalia, situação decretada em 2015, e ao próprio ciclo epidemiológico da dengue, que prevê redução de casos após período de forte epidemia -devido à redução do número de pessoas suscetíveis ao vírus em circulação.

Agora, o aumento na circulação de outro tipo de vírus da dengue acaba por mudar esse cenário. Neste ano, segundo o ministério e secretarias estaduais de Saúde, a maioria dos casos está ligado ao avanço do vírus da dengue tipo 2. Desde 2014, os sorotipos mais prevalentes eram o 1 e o 3.

Prevenção

Com hábitos diurnos, o mosquito Aedes aegypti tem, em média, menos de um centímetro de tamanho, é escuro e com riscos brancos nas patas, cabeça e corpo. Para se reproduzir, ele precisa de locais com água parada, onde deposita os ovos. A Secretaria Estadual de Saúde faz recomendações para evitar a reprodução do mosquito:

Tampar caixas d’água, tonéis e latões.
Guardar garrafas vazias viradas para baixo.
Guardar pneus sob abrigos.
Não acumular água nos pratos de vasos de plantas e enchê-los com areia.
Manter desentupidos ralos, canos, calhas, toldos e marquises.
Manter lixeiras fechadas.
Manter piscinas tratadas o ano inteiro.

Fonte: Folha de São Paulo
Foto: Reprodução

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Thaynara Pinheiro

Designer de Moda, trabalha com produção de conteúdo, fotografia, moda, e tem um pé no design gráfico. Sempre disposta a ajudar e a fazer de tudo para os jobs saírem perfeitos. Responsável pela execução e criação de projetos do Portal Siará News e pela produção dos programas Siará Digital e #SEXTOU.

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