Agosto Lilás: Inec se une à campanha e aborda enfrentamento à violência contra a mulher nas redes sociais - Foto: Divulgação

Para intensificar a divulgação da Lei Maria da Penha (nº 11.340/2006), que completa 15 anos em vigor em 2021 e conscientizar a sociedade pelo fim da violência contra a mulher, nasceu o Agosto Lilás. Neste ano, o Instituto Nordeste Cidadania (Inec) se une ativamente ao movimento e lança uma campanha nas redes sociais para alertar sobre os diferentes tipos de violência cometidos contra a mulher (física, sexual, psicológica, moral ou patrimonial) e incentivar as denúncias contra os agressores.

Além de desenvolver posts com conteúdos informativos sobre o tema, o Inec promove até o final do mês, uma série de encontros online, em parceria com a Camed Saúde, com a participação de psicólogos e especialistas jurídicos para discutir os efeitos da violência doméstica na vida das mulheres e as políticas públicas para o enfrentamento ao problema. Ao todo, serão 04 encontros abertos ao público, transmitidos via Google Meet. Para participar, os interessados devem se inscrever através do link: https://bit.ly/inscricaoagostolilas. As vagas são limitadas.

Confira abaixo os temas dos eventos e a programação completa:

  • Você observa os sinais? – 10/08 – 19h
  • Tipos de Violência contra a mulher – 17/08 – 19h30
  • Como saber se estou sofrendo violência psicológica? – 24/08 – 19h
  • Independência?! Sim! – 31/08 – 19h

Segundo uma pesquisa do Fórum Brasileiro de Segurança Pública, no último ano, uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos sofreu algum tipo de violência ou agressão, no Brasil. A proporção corresponde a 17 milhões de mulheres vítimas de violência física, psicológica ou sexual. Com relação ao número de feminicídios, o País registrou 1.338 no primeiro semestre de 2020, um aumento 1,9% em relação a igual período do ano anterior.

Por medo de retaliação e sob frequentes ameaças, muitas mulheres não conseguem realizar denúncias. Por isso, muitos casos podem acabar escapando às estatísticas e, embora os números sejam alarmantes, pode haver subnotificação. Para Helda Pereira, diretora administrativo socioambiental do Inec, um dos objetivos da iniciativa “é fazer com que as pessoas aprendam quais são os indicativos de um relacionamento agressivo e ajudem a denunciar situações em que a mulher corre o risco de ser vítima de violência”.