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Adolescentes do Sistema Socioeducativo participam de processo criativo que ilustrará livro

A atividade fará parte da obra “Recomece”, que deverá ser lançado no próximo ano em parceria com a UFC

Na perspectiva de dar um novo sentido a vida dos adolescentes em cumprimento de medida socioeducativa por meio da arte, o professor e artista visual, Wanderson Petrova, está ensinando sobre os diferentes tipos de arte para adolescentes do Centro Socioeducativo José Bezerra de Menezes, por meio da oficina “Arte e Vivência”.

O processo criativo, que teve início na última semana, tem o objetivo final de criar ilustrações a partir do olhar dos jovens e da interpretação que eles fazem de redações produzidas no concurso da Defensoria Pública da União de 2018, sob o tema “Promoção dos Direitos Humanos e Garantia do Acesso à Justiça”. As imagens criadas durante o processo, irão compor o livro institucional intitulado, “Recomece”.

Para iniciar o processo criativo, foram selecionadas 80 redações de adolescentes do Sistema Socioeducativo de todo o Ceará para compor a obra, que deverá ser lançada no próximo ano em parceria com a Universidade Federal do Ceará, que conterá, além das redações, artigos de estudiosos da área do direito da criança e adolescente.

A curadoria dessas redações foi feita pela equipe do eixo de educação da Seas com o apoio do Núcleo de Estudos Aplicados Direitos, Infância e Justiça (Nudi-Jus), através da Professora Doutora, Raquel Coelho, que está à frente desse projeto pela Universidade. Durante um mês, Wanderson conduzirá esse processo artístico que irá compor parte central do livro sobre o sistema socioeducativo, como uma forma de expressar aquilo que os jovens buscam dizer através de suas vivências.

Para Wanderson, existe todo um processo que precisa ser feito com os adolescentes até a construção da imagem para que eles entendam o real sentido da arte. “A primeira etapa é a de sensibilização, que envolve ofertar aos adolescentes outras relações e outras linguagens também culturais e artísticas e convidá-los a uma experimentação de outros sons, de outras sensações, de questões que, após experimentadas, dão um retorno a essa oficina no que se diz respeito às imagens de um diálogo estruturado sobre o que sentem, o que querem fazer e como percebem a história que estão lendo e depois que construam uma ilustração.” reforça.

Cerca de 70 jovens devem participar do processo criativo pelas próximas semanas e se estenderá no Centro Socioeducativo Aldaci Barbosa Mota, que atende o público feminino. O processo criativo ainda não tem data definida para acabar, de acordo com o Wanderson, pois depende do progresso dos jovens ao passar dos dias.

Foto: Reprodução

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Brenda Bezerra

Estudante de publicidade e propaganda, produtora de moda e criadora de conteúdo.

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