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5 discos inesquecíveis que completam 50 anos neste ano de 2021

Durante o ano de 1971, o rock estava crescendo. Terminou uma década, os Anos 60,  com Love Me Do, de The Beatles, que inseriu a Grã-Bretanha nos dançantes anos sessenta e ajudou a aumentar a obsessão mundial pelo quarteto de Liverpool e terminou com o pesadelo do festival de Altamont.

Os Beatles, o famoso grupo que irradiava alegria e boas vibrações, desabou entre censuras e situações desagradáveis. Era célere a necessidade de inovação. E assim foi feito. Alguns músicos provaram que tinham o que contar: eles não eram mais aqueles jovens que conseguiam dinheiro com melodias agradáveis. Os mesmos padeceram no desgosto, ergueram uma consciência social comprometida, aprenderam a tocar e a cantar, alguns já tinham até muitos milhões na conta… E as drogas, lógico, as mesmas que mataram Jimi Hendrix, Janis Joplin, Brian Jones..

Foi então 1971, que ofereceu uma colheita de discos memoráveis. Confira abaixo: 

No início da década de 70, Chico Buarque tinha 27 anos e estava em situação de exílio na Itália (trabalhando com Ennio Morricone, entre outros) e estava preparado para retornar ao Brasil e enfrentar o desafio de contornar com sua arte a censura da ditadura brasileira.

O disco Construção, musicalmente é uma demonstração de toda a riqueza da música popular brasileira: samba, bossa nova, tropicalismo.  É uma obra apaixonante, cheia de duplos sentidos, mensagens nas entrelinhas, versos com recados, acenos intelectuais… É um disco que a censura engoliu: nada mais é do que a luta pela liberdade, contra a ditadura e em defesa da classe trabalhadora. Dificilmente uma música tão ensolarada teve uma mensagem tão revolucionária.

Quatro músicos colocando seu talento a serviço de um só objetivo: tornar-se a maior banda de rock pesado da história.

Esse disco é chamado de IV, mas a realidade é que ele não tem um nome. É a dedução lógica depois das edições de I, II e III, este último um álbum inclinado ao folk que decepcionou os fãs do grupo. Eles se reconciliaram com este trabalho, que ficará para a história por abranger um pouco de Stairway to Heaven, mas que é muito mais Black Dog, Rock and Roll, When the Leave Breaks. Dinamismo, experimentação e lealdade a seu adorado blues. Bandas como Foo Fighters, Guns N’Roses, Greta Van Fleet, AC/DC e uma longa lista teriam sido diferentes sem essas oito canções.

Foi o primeiro disco oficial de Mick Taylor como membro pleno dos Rolling Stones. No anterior, Let It Bleed, ele já participara de forma minuciosa, mas aqui sua guitarra se desdobra em sua melhor versão: virtuosa, mas com sentimento do blues. 

O disco tem o início perfeito para um álbum de rock and roll, Brown Sugar, que contém a melhor balada da história do grupo, Wild Horses, ou que contém uma canção tão maravilhosa como Dead Flowers

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