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Com o aumento dos casos de Covid-19 e, consequentemente, da ocupação de leitos, a fiscalização foi intensificada em Juazeiro do Norte Barbalha. Apenas em fevereiro, foram 22 estabelecimentos comerciais interditados nos dois municípios. O cenário de bares e restaurantes abertos fora do horário permitido, mesas reunindo pessoas acima do recomendado, funcionários e clientes sem máscaras e “festas ao ar livre”, se tornou comum no interior do Ceará.

Juazeiro do Norte

“A partir dessa semana, caso haja desobediência, vamos agir de forma mais enérgica e notificar. Mas, primeiro, pediremos a adequação”, reforça o coordenador da Vigilância Sanitária de Juazeiro, Everton Alves. Restaurantes que excederam o limite de clientes, por exemplo, foram interditados por até sete dias. Em caso de reincidência, podem passar por nova inspeção.

A Vigilância Sanitária atua em Juazeiro com apoio de fiscais da Secretaria de Meio Ambiente e Serviços Públicos do Município (Semasp), Corpo de Bombeiros, Polícia Ambiental e Polícia Militar.

Barbalha 

Em Barbalha, que soma 3.197 casos da doença, a Vigilância Sanitária iniciou uma operação, desde o Carnaval, com blitz noturnas. Ao todo, 13 estabelecimentos foram interditados, superando Juazeiro do Norte.

De acordo com Alex Sampaio, que compõe o setor de Fiscalização do Comitê de Trabalho para Enfrentamento do Novo Coronavírus, os principais problemas encontrados nestes locais são: funcionamento fora do horário permitido e superlotação. Duas lojas de conveniência também estão de portas fechadas, pois, permitiam o consumo de alimentos e de bebidas alcoólicas.

“As pessoas saíam para o bar e, quando fechava, iam para as lojas e formava aquele tumulto”, detalha Sampaio, citando que, “nas últimas semanas, temos percebido uma certa resistência ao uso de máscara, principalmente na zona rural e áreas periféricas”. 

Cenário crítico

As aglomerações acontecem em um momento delicado, quando a macrorregião do Cariri vem apresentando um crescimento na taxa de ocupação da UTI. Nesta segunda-feira (22), de acordo com a plataforma IntegraSUS, da Secretaria de Saúde do Estado (Sesa), das 101 vagas, 77,98% estão preenchidas. No caso da UTI adulta, o número ainda mais preocupante: 85,77%. Há um mês, a taxa de ocupação era de 64,89%, sendo 66,3% nos leitos adultos.

Conforme o imunologista Cícero Inácio, em um momento crítico como o atual, é importantíssimo manter o isolamento social e os cuidados de higiene.

“As medidas devem ser reforçadas constantemente, porque ainda não sabemos tudo sobre este vírus. As festas devem ser evitadas para evitar transmissão. Se chegar a ter uma quantidade (de casos graves) maior que o sistema suporta, pode vir pessoas a morrer”, alerta.