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Nesta terça-feira, 23, o presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), minimizou a interferência do presidente Jair Bolsonaro na Petrobras e disse que para ele é uma “bolha histérica” a reação do mercado financeiro à troca do presidente da estatal.

Bolsonaro havia anunciado, na sexta-feira, 19, a indicação do general Joaquim Silva e Luna, atual diretor da Itaipu Binacional, para a presidência da Petrobras, no lugar de Roberto Castello Branco.

A mudança gerou muitas críticas e teve impacto na negociação das ações da estatal, que perdeu valor de mercado.

“Criou um clima – sem nenhum tipo de adjetivação – que, para mim, é uma bolha histérica”, afirmou Lira durante live promovida pelo jornal “Valor Econômico”.

“Todos os grandes influenciadores do mercado estão aconselhando comprar [ações da] Petrobras. Então, será que o ex-presidente da Petrobras era o único que poderia ter a fórmula do cálculo ideal de como é que é feita a conta do combustível, do óleo e da gasolina? Não”, acrescentou.

De acordo com Lira, não há nenhum indicativo de ingerência do Palácio do Planalto na política de preços da Petrobras.

“Não há nenhuma previsão de ingerência. Não houve nenhuma conversa aqui em Brasília, que eu tenha tomado conhecimento, de ingerência nos preços, de congelamento, de voltarmos a épocas anteriores”, disse.

Para ele, a substituição do presidente da Petrobras foi uma decisão administrativa e diz respeito a uma atribuição do presidente da República.

“São decisões administrativas, pertinentes ao presidente da República, que eu não sei se foi da maneira correta ou de maneira errada. Mas é da atribuição dele. E não vejo simplesmente o fato de trocar o presidente de uma empresa de livre nomeação do presidente da República que possa criar esse tipo de expectativa”, afirmou.

O chefe da Câmara destacou ainda que “a Câmara e o Senado Federal têm todas as ferramentas para manter o Brasil nos trilhos e nos acompanhamentos das situações econômicas que possam acontecer, com freios e contrapesos”.